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Little Boxes

novembro 8, 2010

Comecei a assistir em DVD à Weeds, uma “dark comedy” que passa no Showtime e já está na sexta temporada. Eu estou no meio da primeira temporada ainda, mas já dá para ver porque o seriado faz tanto sucesso por aqui. É bem legal.

O que eu quero falar mesmo hoje é sobre o tema de abertura de Weeds, Little Boxes, mas antes eu tenho que explicar um pouco da estória do seriado, para a musiquinha fazer sentido. Na fictícia comunidade de Agrestic, Califórnia, Nancy Botwin (interpretado pela Mary-Louise Parker, de Fried Green Tomatoes) parece aos olhos desatentos uma soccer mom como outra qualquer. Só que ela não é. Para poder manter seu nível de vida após a morte súbita do marido, de infarto, Nancy começa a vender maconha (weed) para seus vizinhos e amigos.

Como em todo subúrbio americano, Agrestic é cheio de casas iguais, ou muito parecidas (little boxes), que servem de lar para um monte de famílias iguais, ou muito parecidas (just the same). Uma críticazinha marota à sociedade de consumo e a massificação dos pensamentos e dos gostos pessoais. E o  ponto da estória, claro, é que a Nancy parece igual a todo mundo, mas no fundo não é.

Little Boxes foi escrita por uma cantora, compositora e ativista política americana chamada Malvina Reynolds. E eu achei a musiquinha muito legal.

Segue a abertura do seriado (duplo clique para ver no YouTube):

E a música toda, com fotos dos personagens do seriado:

E uma palhinha de Weeds:

By the way, eu sei que a gente lá no plateau também vive em little boxes, mas eu adoro Sammamish assim mesmo! :-)

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Quote

novembro 5, 2010

http://braboscomics.com/blog

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You are the controller

novembro 4, 2010

O tão esperado Kinect foi lançado hoje pela Microsoft. Fui tentar comprar o nosso há 2 dias trás (pré-venda) e já estava esgotado. Agora o jeito é esperar chegar mais. Espero que logo, e antes do Natal , com certeza.

No mercado em geral, por enquanto, não tem nada que bata o Kinect em termo de interface natural com um computador. Como toda evolução, acho que ainda vai demorar um tempo para a gente se acostumar a usar as mãos e a voz, e não um controle remoto, para controlar a televisão ou jogar um jogo. Mas a gente acaba aprendendo. :-)

O Kinect:

É cool ou não é? :-)

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Rainy Seattle?

novembro 1, 2010

Clique na imagem

Foto do time de soccer da Letícia Sábado passado depois do jogo.  Aqui em Seattle, campo molhado não adia jogo… :-)

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Ser legal é melhor do que ter razão

outubro 28, 2010

Clique na imagem

No outro dia eu li um artigo no HBS (o artigo é de 2005, mas eu só li no outro dia) que defendia a tese de que a maioria das pessoas que trabalham com você ligam mais para se você é legal com elas do que ligam se você é super-bom naquilo que faz.

Ou seja, não importa o quão competente você é, aos olhos dos seus colegas a sua competência é diretamente proporcional ao que eles pensam de você. Em outras palavras, via de regra, nossos amigos são competentes. E os nossos desafetos, obviamente desqualificados.

Óbvio que ninguém gosta de um metido sabe-tudo. Bem como ninguém é declaradamente apreciador da politicagem do ambiente corporativo. Mas eu acho que o artigo vai mais longe do que essas óbviedades. No fundo, no fundo, o que os dois escritores do estudo falam é que é uma aposta melhor na carreira estar com a maioria do que estar com a razão, se estar com a razão significa estar em desarmonia com o status quo.

Aí eu me lembro de uma frase que eu li no livro “Abusado”, que conta a estória do traficante Marcinho VP, frase essa que ele repetia volta e meia: “O certo é o certo e o errado é o errado. Não importa o lado em que você está”. E ele ia mais adiante e afirmava que o Comando Vermelho, a organização criminosa da qual ele fazia parte, “era o lado certo da vida errada”.

Quem tem algum tempo de estrada de vida profissional sabe o quanto é importate jogar o jogo da política corporativa. É questão de sobrevivência. Mas o que é difícil para mim entender é alguém só valorizar isso, relegando à segundo plano o trabalho em si. Na minha cartilha, ser legal e ser competente são igualmente importantes.

Afinal de contas, como diria o Marcinho VP, “o certo é o certo”. E se isso trouxer algum “atrito saudável” entre colegas de trabalho, faz parte. Como dizia um amigo meu da Souza Cruz: “está desconfortável? Sem problemas, você está no escritório, não está no cinema, um pouquinho de desconforto não faz mal a ninguém”.

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Quote of the day

outubro 15, 2010

“Everyone is entitled to their own opinion, but not their own facts.”
- Daniel Patrick Moynihan

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Teorema

outubro 15, 2010

 

Sucesso = Talento Nato x (Treinamento + Experiência)

 

Eu vi essa fórmula outro dia, em algum lugar da internet que agora não consigo mais achar. Mas ela ficou na minha cabeça e eu estou há alguns dias para escrever sobre ela aqui, pois eu concordo inteiramente com ela.

Volta e meia você escuta que com muito esforço e muita determinação, você chega aonde quiser, seja lá o que for que você esteja fazendo. Isso é mentira. Mesmo treinando muito, estudando muito, e trabalhando muito, nem todo mundo consegue ser um Einstein, um Pelé, um Tom Jobim, um Mozart, enfim, um gênio na sua “área de atuação”. E a fórmula comprova isso. Não importa o quanto você se esforce, se o seu talento para aquela coisa é zero, ou perto de zero, o seu sucesso vai ser zero, ou perto de zero. Porque zero vezes qualquer número, ainda é zero.

Tem uma figura que trabalha comigo que começou na empresa tem pouco mais de um ano. O cara, novo, chegou cheio de moral, tinha feito um MBA numa universidade conhecida e achava que sabia muito (típico Generation Y). Acontece que o cara, independente da pouca experiência, na minha opinião e de alguns colegas em comum, não tem nem de perto o talento (raw talent) necessário para ter sucesso. O cara é uma zebra. Seguindo o teorema, fazendo o que ele escolheu para fazer, ele não teria muito sucesso. Acontece que ele tem. Sabe por que? Porque o teorema acima, para grandes corporações, tem um corolário que diz:

Sucesso = (90 x “O quanto os outros pensam que você faz” + 10 x “O que você realmente faz” )
—————————————————————————————————————-
100

E no caso particular dessa figura, o cara é um grande “somebody love“. O típico vendedor de carro, se você tem familiaridade com o gênero.

O que te leva a pensar qual é realmente o “talento” que é relevante, não é? :-)

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Be good, or…

outubro 13, 2010

Fonte: http://www.someoneoncetoldme.com/

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10+10+10=40

outubro 11, 2010

Ontem foi o dia 10, do mês 10, de dois mil e 10. E eu sei que 10+10+10=30, e não 40. Mas é que ontem fizeram 40 anos que vó Lielza e vô Antônio juntaram suas escovas de dentes e começaram a Família Azevedo.

Parabéns vovôs! Espermos um dia chegar lá também. :-)

Um grande beijo da Família Monteiro!

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Capitalism – A Love Story

outubro 8, 2010

Esse final de semana eu finalmente assisti à Capitalism – A Love Story, o mais recente (do ano passado) documentário do Michael Moore, que focaliza na crise financeira americana dos últimos 2 anos e meio.

Quem já assisitu a outros filmes do Michael Moore, conhece o seu estilo, uma mistura de estórias reais, com pitadas de humor e uma narrativa quase “educativa”, tudo junto formando uma crítica forte ao modelo americano. No caso de Capitalism, ele considera um crime de polícia o “bail out” de 700 bilhões que gigantes financeiros como IAG, Bank of America and Goldman Sachs ganharam, enquanto uma grande parte da população perdia seus empregos e as suas casas.

A estória da indústria de janelas de Chicago e como os funcionários exigiram seus direitos é particularmente legal.

Eu sei que tem gente que acha documentário um negócio chato. Mas os documentários do Michael Moore valem à pena. Acreditem.

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The Big 10

outubro 4, 2010

Vini ontem entrou na casa dos dois dígitos, “the big one oh”, como se diz (post atrasado… sorry…).

Parece que foi ontem que a gente foi parado pelo guarda na freeway à caminho do hospital pois o garotão queria chegar antes da hora. E chegou.

E é mais ou menos o que ele vem mostrando para a gente nos últimos 10 anos: o que ele quer, ele normalmente consegue. O último “projeto” dele? Virar skateboarder…

Parabéns Vini! Feliz Aniversário!

Papai, Mamão, Letícia e Gabriel

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Parabéns pra voce!!

outubro 2, 2010

 

Você é um pai, marido e amigo muito especial!!!

Nós te amamos, Marcus!! Parabéns !!!

Kelly, Leticia, Vinicius e Gabriel

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Fast Food… Corporativo

outubro 1, 2010

Clique na imagem. Tirei daqui.

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A Ética de Don Corleone

setembro 30, 2010

Ética é uma coisa, Moral é outra. :-)

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5 coisas sobre Riscos

setembro 29, 2010

Um dos blogs que eu gosto de ler sempre que dá e o da Penelope Trunk. Ela escreve sobre carreira e sobre o mundo corporativo em geral, mas de uma forma agradável, fazendo analogias simples e inteligentes.

Hoje ela escreveu no blog dela sobre riscos inteligentes e que, se você curte o processo, o resultado, independente do risco de dar errado, é menos relevante. Eu não sei se eu concord muito com essa afirmação, acho que risco tem mais a ver com o quanto você confia que aquela coisa vai acontecer, ou que nunca vai acontecer.

E “confiar” às vezes quer dizer confiar nas estimativas e nas estatísticas, confiar no seu taco (na sua competência para evitar o risco) e até mesmo na sorte (todo mundo precisa de um pouquinho dela que seja). O processo pode ser doloroso, mas se o resultado final te agrada, valeu o risco. O processo pode ter sido ótimo, mas se aconteceu o que você não queria, na minha opinião você não estava arriscando, pois estava fazendo aquilo pelo processo e não pelo resultado.

Independente disso, ela cita cinco pontos que eu achei interessantíssimos a serem considerados quando avaliando o risco de uma situação:

1. No longo prazo a gente se arrepende mais do que não fez, do que aquilo que fez. De fato, 30 anos depois, as suas notas de matemática tem muito menos importância do que os amigos que você fez e as experiências que você viveu.

2. A conta é menor do que se pensa. No final das contas, a merda que acontece é normalmente menor do que a gente esperava. O que nos leva ao terceiro ponto:

3. Você se recupera mais rápido do que pensa. O paranóico dentro de nós é às vezes tão barulhento que não permite que a gente preste atenção a um outro lado nosso que está prontinho para resistir à muito mais coisas do que a gente imagina, tirando forças da onde menos se espera. É aquela resiliência, aquela segurança que todo mundo que já se fudeu de verde e amarelo e sobreviveu tem, mas a gente acha que nem todos tem. Todos tem. Ou pelo menos a maioria.

4. Não faça os riscos maiores do que são. Na verdade, traduzindo, tome decisões responsáveis. Arriscar é uma coisa, ser burro é outra.

5. Normalmente as coisas dão certo. E quando não dão, você pelo menos aprendeu. É aquele velho ditado: “boas decisões são baseadas em experiência; experiência só se adquire tomando más decisões“. :-)

Eu me acho um cara com uma tolerância à risco bem razoável. Mas conheço muita gente que não arrisca quase nada e está aí, na boa. Vai de cada um.

No final das contas, o que vale é o que te faz mais feliz. Ou não é?

“Security is mostly a superstition. It does not exist in nature, nor do the children of Men as whole experience it. Avoiding danger is no safe in the long run than outright exposure. Life is either a daring adventure or is nothing.”
– Helen Keller

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Setembro chegou…

setembro 24, 2010

O final de Setembro traz as novas temporadas da maioria dos seriados de TV. E para aqueles aficcionados como eu, é meio como um Natal fora de época.

A novidade do ano é um show novo da NBC chamado The Event. Se ele vai ser tão bom quanto LOST? Pouco provável e ainda muito cedo para dizer. O mais perto de LOST que passa na TV hoje é Fringe, que por acasao foi criado pelo mesmo cara. Mas mesmo assim o primeiro episódio de The Event foi muito bom. Vai ser um show que com certeza a gente vai acompanhar.

Fora o The Event, a gente programa o DVR para gravar mais uns 10 seriados. Entre eles, os meus atuais favoritos:

 

 

 

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O silêncio e a úlcera…

setembro 24, 2010

Quem me conhece sabe que um dos meus (poucos, pouquísimos) defeitos é falar muito, ou em alguns casos, escrever muito. Outro é ser modesto demais… mas voltando ao primeiro, eu sei que eu falo muito. Antes da hora, depois do que de devia, sem pensar, tudo o que vem na cabeça, etc. Vocês sabem como é.

Então de um (bom) tempo para cá eu resolvi tentar calar a porra da boca. Tive até um papo cabeça com o meu vizinho de escritório, um indiano com aspirações à Gandhi – ele não só é vegetariano, mas evita comer raízes pois as mesmas são arrancadas do solo com “violência” – cara gente boa, centrado, equilibrado, e que me deu a mesma sugestão, deixar algumas coisas pra lá e não se estressar tanto.

E isso até combinava com outras opiniões que eu já tinha ouvido, de que na vida em geral, profissional, pessoal, familiar, se dá melhor quem vai levando, quem se adequa, porque tudo tem dois lados, etc. A palavra que eu estou procurando, em inglês, seria “conform”, mas a tradução “se conformar” estaria errada, pois teria um sentido mais passivo, o que não é o caso. Não são pessoas que se conformam, mas que tem a grande habilidade de se sintonizar com o meio em que vivem.

E a experiência mostra que o fato de você falar que uma coisa está errada e que vai dar merda, não alivia em nada a tua barra quando a merda realmente acontece. Muito pelo contrário. Como diz o velho adágio popular, “Em boca fechada não entra mosca”. Mosca mesmo não entra, mas ninguém fala daquela úlcera que vai se formando lá dentro.

Anyway… Tô eu lá, um tempão caladinho, fazendo o meu tentando não tomar conhecimento das imbecilidades à minha volta. Nem no blog eu escrevo mais, para aliviar a úlcera que fosse, pois nada mais chato do que gente reclamando, não é? Aí vem o cara, o imbecíl-mor, dizendo que eu devia falar mais, dar mais a minha opinião…

Lembrei do meu amigo, o quase-Gandhi, respirei fundo e não falei nada. Ainda não está na hora, mas quando ela chegar, meu irmão, ele ainda vai agradecer de eu ainda não ter a desenvoltura de falar numa língua que ele possa entender algo do tipo vá-se-fuder-filho-da-puta-da-porra-tomá-no-cú-caralho

PS: No outro dia o Vini veio me perguntar o que era “status quo”. Na hora eu falei “É uma coisa que a gente tem que questionar sempre… “. Aí a minha “grilo falante”, a mãe dele, a verdadeira balança da casa, pediu para eu explicar direito o que era. E eu expliquei. Mas se eu conheço bem o meu filho, a primeira explicação foi a que ele mais gostou…

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Also…

setembro 22, 2010

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Always…

setembro 22, 2010

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Sabendo ouvir?

setembro 21, 2010

Eu não conheco ninguém que tenha ouvido de volta algum comentário lá de cima, durante, ou logo após uma oração. Nem um sussurro que seja, um “Deixa comigo” ou um “Ih, tá difícil essa…”. Nada. Rezar, pelo menos a do sentido tradicional da palavra, é uma via de mão única, tipo uma sercretária eletrônica.

E de repente é isso  mesmo que acontece. Como deve ser muita gente rezando, o Todo-Poderoso-01 deixa “cair na secretária”, para ouvir depois, fazer uma triagem e resolver quais as que Ele vai atender.

Mas no outro dia eu precisava resolver uma coisa, tomar uma decisão. E não sabia muito bem o que fazer. Nisso entra o Vini, pedindo para comprar uma música no iTunes. Entramos no iTunes para ele comprar a tal música, que era essa aqui:

É claro que o tema da música em si não tem a ver com o que eu estava pensando, mas uma frase do refrão era exatamente a resposta para a minha dúvida.

Eu sei que você vai dizer que Deus não canta hip-hop, ainda mais uma música do Eminem, mas eu captei a mensagem… e para um bom entendedor, meia palavra basta…

O que? Eu posso ter entendido a mensagem errada? Perfeitamente possível, mas como saber? Não dá para ligar para Ele e confirmar… :-)

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