
Quote of the day
fevereiro 4, 2010
Office 2010, O filme
fevereiro 3, 2010
Para quem gosta de cinema… e é um pouquinho (só um pouquinho) geek …

Yes, they did it again…
fevereiro 3, 2010
O que?! Como?!
E os caras, leia-se os escritores de LOST mas principalmente os dois produtores executivos, mandaram muito bem, mais uma vez. O episódio de ontem, LA X, apesar de não está na minha lista dos top 3** episódios de LOST, definitivamente foi um episódio excelente. Vou dizer de novo, excelente. Acho que foi o melhor “primeiro da temporada” até agora, melhor inclusive que o primeiro de todos (“Pilot”, o da queda do avião) e o da quarta temporada (“The Beginning of the End”, o dos Oceanic 6).
Foram duas horas, e eu ainda não assisti o episódio de novo, então as minhas impressões sobre LA X vão ficar mais para o final da semana. Mas para vocês terem uma idéia, se depois dos flashbacks e dos flash forwards você achava que eles não tinham mais como inovar, errou. Os caras arrumaram uma terceira forma de contar a estória. Forma essa meio confusa nos primeiros minutos, mas brilhante depois que você saca o que está acontecendo.
Aguardem… enquanto isso, clique no link abaixo…

LOST – O início do fim
fevereiro 1, 2010![]()
Tem tempo que eu não escrevo um post sobre LOST, o meu seriado de TV preferido, aqui no blog. Para falar a verdade tem mais de uma semana que eu estou sumido aqui do blog, e isso não é muito normal. Mas semana passada não foi uma semana muito normal, foi mais ocupada do que a média e por isso o silêncio.
Mas como amanhã, dia 2/2/2010, começa a sexta, e última, temporada de LOST, é sobre LOST que eu queria falar hoje. Na verdade, é sobre LOST que eu quero falar a semana inteira, se possível. Então se você (ainda) não assiste LOST, mas acompanha o nosso blog, tenha um pouco mais de paciência e volta aqui lá pela semana que vem, ok? Se por outro lado, você quer continuar lendo, clique no link abaixo.

Amadurecer é…
janeiro 22, 2010
King Felix!
janeiro 22, 2010
Eu sei que o nome não quer dizer nada para quem não acompanha baseball, mas essa semana quem, como eu, torce para o Seattle Mariners, respirou aliviado. É que o time garantiu por mais cinco anos um dos melhores pitchers em atividade: o venezuelano Felix Hernandez. Com 23 anos, Felix concordou em jogar para o Mariners até os 28, e por conta disso vai embolsar US$ 78 milhões durante os próximos 5 anos.
Parece muito dinheiro, para o cara só jogar uma bolinha (está certo que a bolinha vai aonde ele quer, na bagatela de 160 Km/h…). E na verdade é sim muito dinheiro, mas o cara é visto como potencialmente o melhor pitcher da sua geração. E eu acho que no mesmo “quilate” que ele atualmente só tem mais 4: o Zack Greinke (Kansas City), Tim Lincecum (San Francisco), Roy Halladay (Phillies) e o Cliff Lee (que agora também é do Mariners!). Então, na opinião dos torcedores, foi ótimo investimento.
Aliás, se contarmos que já temos Ichiro, Figgins e Gutierrez, ao que tudo indica, pelo menos no papel, o Mariners vem para brigar sério pelo título em 2010…
O braço de US$ 78 milhões, em câmera lenta:
Go Mariners!

Quinze
janeiro 22, 2010Esse post deveria ter sido publicado ontem, mas por completa falta de tempo, ele só está saindo hoje.
No dia 21 de Janeiro de 1995 uma jovem bonita e inteligente disse o famoso “Sim” para um carinha sortudo e gente boa, mesmo sendo muita areia para o caminhão dele. Nascia ali uma nova família. A nossa família. Três anos mais tarde, 2 viraram 3, e depois 4 e hoje nós somos cinco, a família está completa, o carinha já tem 40 e a jovem, que agora é menos jovem, continua bonita e inteligente.
Quinze anos depois, olhando para trás – para todas as aventuras vividas, incluindo aí 3 mudanças continentais, partos sem anestesia, vacas magras, vacas gordas e mais um montão de outras – o carinha pode dizer que ama a jovem, e a família que eles constróem juntos todos os dias, muito, mas muito mais do que a amava em 1995.
Golpe de sorte, coisa do destino, perseverança, paciência, seja o que for, a receita tem funcionado. E o carinha não vê a hora de viver as aventuras dos próximos 15 anos.
Muitos beijos, minha querida!

The Gates Notes
janeiro 20, 2010
Quer saber o que passa por uma das mentes mais brilhantes do mundo? Dá uma passada aqui.
O The Gates Notes, lançado hoje, é o blog do Bill Gates, onde ele vai falar sobre o que tem feito na sua Fundação desde que deixou o seu posto na Microsoft.

Santa Estupidez
janeiro 19, 2010
O pior do fanatismo religioso é que qualquer um pode falar a merda que quiser, o absurdo que for, que está protegido pela prerrogativa de todo mundo tem liberdade de credo e cada um acredita no que quer, se quiser.
E é por causa de “homens religiosos” como o Pastor Pat Robertson que muita gente, mesmo que aceitando a idéia de um Ser Divino, vira-se de costas para toda e qualquer religião criada pelo homem, ou seja, todas elas. Seja ela qual for.
O energúmeno pastor, do alto de seu grande conhecimento sobre História, sugere que a tragédia acontecida semana passada no Haiti é fruto de um pacto desse país com o capeta para livrá-los da dominação francesa. Porra, fala sério! Você pode ver o video (em inglês) aqui:
Mas nem só de zebras como Pat Robertson é feito o mundo, graças à Deus (não necessariamente o Deus do Pat Robertson, é verdade). E uma mulher de Minneapolis, aqui nos EUA, escreveu uma carta muito bem humorada e inteligente para o tal pastor, no jornal local de sua cidade, o The Minneapolis Star-Tribune, se fazendo passar pelo próprio capeta. A carta original pode ser lida aqui, mas para quem não entende, segue a tradução:
“Querido Pat Robertson,
Eu sei que você sabe que qualquer publicidade é boa publicidade, então deixe-me dizer, antes de qualquer outra coisa, que eu apreciei a propaganda. E você normalmente faz Deus parecer um cara cruel, que chuta as pessoas quando elas já estão no chão, então achei bem legal.
Mas quando você diz que o Haiti fez um pacto comigo, aí a coisa muda de figura : fica totalmente humilhante pra mim. Eu posso ser a encarnação do Mal e tal, mas não sou nenhum moleque. Do jeito que você colocou a coisa, ficou parecendo que um pacto comigo deixa as pessoas desesperadas e empobrecidas. Tá bom, claro que deixa, mas só no pós-vida. É bom lembrar que quando eu faço um trato com as pessoas, primeiro elas ganham alguma coisa aqui na Terra : glamour, beleza, talento, dinheiro, fama, glória e quem sabe um violino de ouro.
Os haitianos não têm nada, e eu quero dizer nada mesmo. E já não tinham desde antes do terremoto. Você nunca assistiu a “Crossroads” ? Ou “Malditos Yankees” ? Se eu tivesse algum negócio rolando com o Haiti, pode acreditar que eles teriam montes de bancos, arranha-céus, SUVs, boates exclusivas, botox – esse tipo de coisa. Um índice de pobreza de 80% não é meu estilo, não mesmo. Nada contra, só estou dizendo : não é assim que eu trabalho.
Você vem fazendo um excelente trabalho, Pat, e eu não quero cortar suas asinhas, mas peraí, assim você me deixa mal na foto. E não quero dizer “mal” do jeito malandro. Continue culpando Deus que está ótimo. Isso funciona. Mas me deixe fora disso, por favor. Do contrário, posso ser obrigado a rever seu contrato comigo.
Boa sorte
Satã
(Lily Cole, Minneapolis)”
O que me fez lembrar uma cena de um ótimo filme, essa aí embaixo, onde o Al Pacino fala do Deus do Pat Robertson:
Em tempo: eu sou um dos que acredita num Todo-Poderoso-01, apesar de não ser adepto de religião nenhuma. Não o mesmo do Pat Robertson, mas um outro, mais legal, justo e menos maldoso. Mas imagina o montão de gente que não acredita e ia começar a acreditar se um raio “acidentalmente” acertasse o tal pastor no meio da fuça, assim meio que sem querer…

The Host
janeiro 14, 2010
Eu ganhei esse livro da Kelly tem quase um ano, mas ainda não tinha parado para lê-lo até há mais ou menos umas 3 semanas atrás. E quando resolvi ler, é claro que baixei a versão para o Kindle
, acabando de ler as últimas páginas hoje.
O The Host é escrito pela Stephenie Meyer, a mesma que escreveu o mega-sucesso Twilight. E uma das coisas que me fez demorar para começar a ler The Host foi justamente isso. Eu não gostei tanto assim da saga de Twilight, achei bem mais ou menos. Então a minha expectativa não era das maiores. A segunda coisa que me fez demorar a pegar o livro e ler foram as primeiras páginas, o prefácio. Ele é um pouco confuso e não dá idéia da dimensão da estória que o livro depois vai te contar. Mas, decidido a ler o livro e, passadas a primeiras páginas, você descobre que The Host é um ótimo livro, um que eu definitivamente recomendo (apesar do tamanho).

Nas palavras da própria autora, The Host é “uma estória de ficção científica para quem não gosta de ficção científica”. Não é o meu caso, eu adoro ficção científica, e gostei do livro assim mesmo, mas eu acho que a afirmativa dela faz sentido pois a invasão extra-terrestre na Terra contada no livro é só o pano de fundo para a verdadeira estória, que a estória da Wanderer, um desses seres extra-terrestres, que vem viver na Terra e descobre o lado bom e o lado ruim do que é ser “humano.
Sem querer entrar muito em detalhes, Wanderer vem de uma civilização socialmente mais evoluída que a nossa, mas acaba descobrindo no ser humano, com a ajuda de uma vozinha que não sai da cabeça dela (esse é o grande plot do livro), uma riqueza de emoções e sentimentos, bons e ruims, que a raça dela não conhece. Mas o livro não é só romance e tem também uma boa dose de ação.
No final a estória até da uma derrapada, e o “climax” que eu pensei que começaria a se formar lá pelos últimos 90% só acontece mesmo nos últimos dois capítulo (e no prólogo), e meio que de surpresa até, o que foi legal (e diferente de Twilight, onde você antecipa os acontecimentos umas 100 páginas antes deles acontecerem).
Em suma, um bom livro, que além de divertir, te faz pensar um pouco. Fica aqui mais uma dica.
PS: A Valéria perguntou num comentário no último post se eu levo o meu Kindle para o banheiro. É claro que sim, seja em casa, seja no tribalho…

Mickey abaixo de zero
janeiro 13, 2010
A gente andou meio sumido pois semana passada fomos logo ali na Flórida visitar o Mickey e seus amigos. A propósito, escolhemos a única semana dos últimos 20 anos em que fez menos de zero graus em Orlando. Fala sério!
Independente disso, a garotada se esbaldou. A alegria do Biel vendo os personagens ao vivo e a animacão do Vini e da Letícia com as 150 montanhas russas e simuladores que a gente foi, valeram o frio.
Enquanto isso, aqui em Seattle (home, sweet home…), estamos tendo um inverno bem ameno (ainda não nevou esse ano).
Assim que a nossa fotógrafa oficial colocar as fotos no site, a gente compartilha o link aqui, ok?

Resolução de Ano Novo
janeiro 1, 2010

Marcus e Claudio, num dos bons momentos de 2009
O nosso grupo de amigos, ou melhor, a nossa família daqui, tem uma tradição legal no Ano Novo. Independente da casa de quem seja a festa, a gente prega na parede uma grande folha de papel, para todo mundo escrever seus desejos e aspirações para o ano que vai começar. Aquelas coisas: perder peso, economizar, etc. Do lado dessa folha, a gente coloca a folha do ano anterior, e comparar os desejos e as resoluções com o que de fato aconteceu.
E esse ano o meu amigo Cláudio escreveu uma ótima resolução de Ano Novo. E eu achei tão legal que resolvi colocar aqui no blog (com a devida autorização do autor, é claro). Aqui vai:
“Analizando friamente, o ano de 2009 não foi um bom ano para mim. Perdi minha MÃE e tive um ano de incertezas no trabalho, que me deixaram bastante apreensivos e com certeza não fizeram bem para o meu astral. Mas nem tudo foi ruim, MINHA FILHA se formou (ufa! Missão cumprida!). MEU TIME (Flusão) quase caiu para a Segundona, mas no final me trouxe algumas alegrias (vice da Sul Americana e um “merecido” lugar na primeira divisão). Além de tudo, pude contar, como sempre contei, com o apoio incondicional da MINHA MULHER LILIAN em todos os momentos difíceis que passei.
Para 2010, já RESOLVI: SEREI FELIZ! Mesmo que aconteça algum contra-tempo, farei de tudo para que isso não me abale e viverei da melhor forma possível, pois aprendi neste ano que passou, que mesmo com tudo de ruim que possa nos acontecer, a VIDA segue e o tempo é cada vez mais curto para todos nós.
Sei que não sera um “easy new year’s resolution”, mas vou tentar. E para ajudar na minha resolução, já adotei um lema que espero não ter que pronunciar muito, mas se tiver que fazê-lo, aí vai: “IT IS, WHAT IT IS”… e bola para frente.
Escolham SER FELIZ vocês também meus AMIGOS.
Um grande abraço e um FELIZ 2010, igual ao que EU VOU TER, e de preferência sem muitos contra-tempos…
“
– Claudio Oliveira
E eu concordo com o meu amigo em gênero, número e grau. SER FELIZ deveria ser a primeira, e talvez a única, resolução de Ano Novo, de todos nós. Sabedoria pura. Na veia.

Doze
dezembro 31, 2009
Mais um ano filha! Mais um passo na sua jornada nessa vida, no caminho para se tornar a grande Pessoa que você um dia vai ser, eu tenho certeza. Hoje, como em todos os seus outros 11 aniversários, vão ter fogos de artifício. Aliás, acho que lá no fundinho foi por isso que você quis chegar antes da hora, 13 dias antes da hora. Você queria que o seu aniversário fosse comemorado com fogos de artifício. E você merece fogos de artifício.
Hoje não temos nada de original para te dizer, fora o que a gente falou nos outros onze e fora o que a gente fala sempre para você. Nós te amamos muito, muito, e somos privilegiados de ter você em nossa família.
Mas mesmo assim eu queria pegar emprestado uma música para te dar de presente. Não a música em si, já que você pode comprar ela por 0.99 no iTunes, mas o que ela fala, a mensagem que ela tem. E a mensagem é que você, nos muitos, muitos, muitos anos que você ainda vai ter pela frente, pode sempre contar com o papai e com a mamãe. Sempre. Para o que der e vier. We’ll stand by you, regardless. And always!
I’ll Stand By You
The Pretenders
Oh, why you look so sad?
Tears are in your eyes
Come on and come to me now
Don’t be ashamed to cry
Let me see you through
’cause I’ve seen the dark side too
When the night falls on you
You don’t know what to do
Nothing you confess
Could make me love you less
I’ll stand by you
I’ll stand by you
Won’t let nobody hurt you
I’ll stand by you
So if you’re mad, get mad
Don’t hold it all inside
Come on and talk to me now
Hey, what you got to hide?
I get angry too
Well I’m a lot like you
When you’re standing at the crossroads
And don’t know which path to choose
Let me come along
’cause even if you’re wrong
I’ll stand by you
I’ll stand by you
Won’t let nobody hurt you
I’ll stand by you
Take me in, into your darkest hour
And I’ll never desert you
I’ll stand by you
And when…
When the night falls on you, baby
You’re feeling all alone
You won’t be on your own
I’ll stand by you
I’ll stand by you
Won’t let nobody hurt you
I’ll stand by you
Take me in, into your darkest hour
And I’ll never desert you
I’ll stand by you
I’ll stand by you
Won’t let nobody hurt you
I’ll stand by you
Won’t let nobody hurt you
I’ll stand by you
Parabéns filha, e um grande beijo pelos seus 12 anos de vida!
Da família que te ama muito,
Papai, Mamãe, Vinicius e Gabriel


Os Melhores de 2009
dezembro 30, 2009
Como 2009 está chegando ao fim, resolvi colocar aqui a minha versão dos melhores de 2009, algumas categorias que são relevantes para mim. Aqui vai:
Melhor Livro(s) que eu li em 2009: Southern Vampire Mysteries, livro 1 ao 9, da Charlaine Harris.
Em 2009 eu li os 9 livros que contam as aventuras da telepata Sookie Stackhouse e seus amigos sobrenaturais (sim, os vampiros são só um tipo deles). Muito legal. Tão bom quanto a série de TV baseada neles, True Blood, da HBO.

Melhores filmes que eu vi em 2009: Adventureland, Inglorious Basterds, 500 Days of Summer e The Hangover
Tem muito filme que eu queria ter visto em 2009 e ainda não vi. Como vocês sabem, a gente vai mais o cinema ver filme da garotada, sendo assim, essa categoria fica um pouco prejudicada. Mas dos que eu vi, os melhores foram Adventureland, Inglorious Basterds, 500 Days of Summer e The Hangover. Genêros diferentes, mas excelentes filmes, todos os 4, então não deu para escolher um. Dos que eu não vi, mas gostaria de ter visto: The Informant, Whip It, The Blind Side, Zombieland e Up In The Air.




Melhores Seriados de TV em 2009: LOST e True Blood.
Não preciso nem explicar, não é? A quinta temporada do melhor seriado de todos foi ótima! A segunda temporada de True Blood foi ainda melhor do que a primeira, e mais emocionante que o segundo livro da série. The Office também foi legal, mas a quarta temporada foi melhor que a quinta. E a melhor surpresa de 2009 foi Modern Family, sem dúvida nenhuma.

Melhor eletrônico de 2009: o meu Amazon Kindle2, sem dúvida nenhuma.
Quem tem um sabe do que eu estou falando. Eu não vivo mais sem o meu.

Melhores sites:
De tecnologia: All Things Digital, para quem é da area de tecnologia, é leitura obrigatória.
De Trabalho: Herding Cats, idéias e discussões sobre Gerenciamento de Projetos. Muito bom.
De Esportes: o blog do Mariners, no Seattle Times. Informações fresquinhas sobre o meu time preferido.
Blog: Aventuras de Uma Gringa, o site da Rachel, uma americana que vivia no Brasil e retornou para os EUA esse ano. Muito boa leitura.
De Informação: MSNBC, notícias fresquinhas.
De entretenimento: Hulu.com, se você perde um seriado na TV e não gravou no DVR, é lá que você tem que ir.

O Caso Sean Goldman
dezembro 30, 2009
Eu não tinha mencionado o caso do menino Sean Goldman ainda aqui no blog, apesar de ter acompanhado por um bom tempo a briga do pai com a família da mãe pela guarda do menino.
E como eu tenho que dar a minha opinião em tudo, ou pelo menos em tudo o que eu tenho uma opinião aqui vai a minha: a justice finalmente foi feita. Independente de qualquer coisa, se um pai ou uma mãe tem condições físicas e emocionais de criar uma criança, é com esse pai ou essa mãe que essa criança tem que ficar. Não importa o quanto os avós maternos tenham sido importantes para a criação do menino até então. O pai é o David, e é com ele que o Sean deve ficar.
David Goldman deu uma entrevista coletiva ontem, onde ele falou um montão de coisas, incluindo como o menino está se readaptando à vida ao seu lado. Apesar de Sean ainda não chamar ele de pai, ele fala como lágrimas nos olhos como o menino reconhece a casa como o seu lar. A entrevista inteira pode ser vista aqui (em inglês): clique aqui.
Segue uma palinha disponível no YouTube:

Os líderes e os chefes
dezembro 22, 2009
Esse blog não tem um foco específico, como quem visita aqui com frequência sabe. Tem dias que a gente fala a nossa opinião sobre um assunto específico, tem dia que a gente viaja na maionese sobre os mistérios do universo, tem dia que a gente conta o que aconteceu aqui, etc. E tem dias que a gente escreve coisas que parece que saíram daqueles livros de gerenciamento e auto-ajuda, que na verdade só ajudam mesmo o autor do livro. Em todoas as vezes no entando, a gente fala o que pensa na hora. Hoje, como não podia deixar de ser, é um desses dias.
Quando eu morava no Brasil eu não era um aficcionado em esportes. Eu sou Fluminense, mas acho que desde os tempos de Romerito e Edinho que, se você me perguntar, eu não sei dizer a escalação do time. Não sei nem dizer se está bom ou ruim. Mas aqui nos EUA é diferente. Eu sou apaixonado por Baseball, e acompanho de perto o futebol (americano). E o que eu queria falar aqui hoje tem a ver com os dois times desses esportes que a gente tem aqui na região: o Seattle Mariners (baseball) e o Seattle Seahawks (football).
Em 2008 o Mariners estava mal, no fundo do poço. O time tinha batido o recorde de derrotas em uma única temporada, 101 (em 162 jogos), tinha tido 2 técnicos durante o ano, estava acéfalo, os jogadores, alguns com muito talento, outros nem tanto, não estavam nem aí se estavam ganhando ou perdendo, ou seja, os caras estavam mal. A primeira coisa que os donos do time, sim aqui os times são entidades privadas, fizeram foi demitir o General Manager (o que seria o diretor de futebol) e contrataram um novo. Demitiram a comissão técnica e contrataram uma nova. Encabeçando essa comissão colocaram um técnico (que no baseball chama-se Manager) que nunca tinha ocupado essa função principal.
Entre os 30 times da liga, o Mariners era um dos mais desacreditados. Quando perguntado o que ele iria fazer, o novo GM respondeu: “Eu vou reconstruir esse time, e no final de um ano eu quero fazer desse time um time que os outros respeitem”. Quando fizeram a mesma pergunta para o técnico, ele respondeu que a sua missão era fazer do grupo um time de novo, e para isso ele precisava que todo mundo confiasse nele, em si mesmo, nos companheiros e na visão que o time tinha.

Don Wakamatsu, Manager do Mariners (a direita) com o GM Jack Zduriencik
O Mariners começou 2009 meio que mais ou menos, e um mês depois do primeiro jogo, parecia que o caminho de 2008 ia se repetir. No entanto, nas coletivas de impressa, quando cobrado por resultados, o técnico dizia que o principal era que o time estava voltando a ser um time, que as derrotas eram do time e não dos indivíduos, e enaltecia aqueles jogadores que na ocasião tinham “vacilado”.
Cinco meses depois, o Mariners acabou 2009 “no positivo”, com mais vitórias do que derrotas. Não chegou na final, mas voltou a ser um time que os adversários respeitavam. Nos bastidores, o novo GM trabalhava para reconstruir o time, com bons e novos reforços.
A temporada de 2010 só vai começar em Abril, mas se as contratações que o time está fazendo durante o inverno renderem frutos, o time tem tudo para ir para as finais. E o trabalho que aqueles dois caras começaram está rendendo frutos: os jogadores que estão não querem sair, e os jogadores contratados estão felizes por se juntarem ao time.
Corta para o Seahawks, um time que em 2006 foi para o Super Bowl, a grande final do esporte. Ano passado o time jogou praticamente com o time reserva, devido a contusoes. No final do ano, trocaram o técnico, um veterano, super respeitado no esporte (imagina o Telê Santana), por um carinha novo, cheio de atitude, cheio de marra, que disse que ia mudar o esquema e que ia fazer o time voltar a ser um campeão.
Contrataram dois ou três ótimos reforços e começaram o campeonato achando que 2009 ia ser o revival de 2005/2006. Depois da primeira derrota, o novo técnico colocou a culpa em um dos jogadores (o kicker) e disse que a sua performance era aquém da de um jogador profissional, e ameaçou a sua permanência no time. O jogador em questão era um veterano, excelente kicker, que já havia até feito parte da “seleção” (pro bowl). Dois dias depois teve que perdir desculpas em público.

Jim Mora, Head Coach do Seahawks
A cada derrota, ao invés de assumir que o seu “novo esquema” não estava funcionando, ele mais uma vez colocava a culpa nos jogadores. Há dois jogos atrás, ele reclamou que o seu “center”, que estava jogano com o braço engessado havia 4 jogos, estava fazendo corpo mole. Ou seja, para ele, a lógica correta é a velha “eu ganhei, nós empatamos, vocês perderam”.
Não entendo de futebol americano tanto (ainda) para saber se ele é um bom técnico ou não, mas cara é é definitivamente um péssimo líder. Ótimo para controlar o chicote, péssimo inspirando o seu time. O Seahawks está mais uma vez entre os lanternas do campeonato e parece que vai ficar lá por um tempo.
E essa é a diferença fundamental entre os dois times. Um tem um líder, o outro tem um chefe. Parece cliché mas não é, ou se é, é só um pouquinho. Um líder é fundamental para o sucesso de qualquer empreitada.
Quem vive no ambiente corporativo, sabe bem o que isso. Sabe bem quando tem na cabeça do seu grupo, ou de um projeto, um chefe, que exige uma performance que ele mesmo não tem, que exige resultados sem dar nenhum direcionamento. Ou um líder, aquele que fala em nome do time e não de si próprio. Aquele que divide os louros e os fracassos também. Que protege time e o projeto da politicagem, e não cria a própria politicagem. Um cara que você trabalha para ele porque gosta e não porque precisa.
Go Mariners!





