
O Trabalho no Futuro
Novembro 17, 2009Interessante…

V
Novembro 10, 2009
Estreiou semana passada aqui nos EUA V, a mais nova série de ficção científica da ABC, que junto com FalshForward, pretende manter os fãs do gênero, depois que LOST acabar em maio do ano que vem.
O seriado é um remake de “V A Batalha Final” , uma mini-série que foi ao ar em 1984, inclusive no Brasil, e conta a estória da chegada à Terra de uma civilizaçào de extra-terrestres, que passam a ser conhecidos como “os Visitantes”, ou simplesmente ” os V”. Eles chegam com mensagens de paz e oferencedo ajuda ao povo da Terra em várias áreas da ciência, mas o que se descobre e que a agenda dos ETs não é nada boa.
V é estrelado pela Elizabeth Mitchel, a Juliet de LOST, e tem entre os artistas principais, na verdade Anna, a líder dos Vs, uma atriz brasileira (mas que foi criada em NY), Morena Baccarin.
O primeiro episódio foi muito bom mesmo e já programamos o DVR lá em casa para gravar V toda semana.
Segue uma palinha:

Hiato
Novembro 10, 2009
Clique na imagem
Os 17 leitores vem aqui sempre devem ter reparado o hiato de uma semana entre o últmo post e esse aqui, mas é que eu estive, ou melhor estou, meio enrolado no trabalho. Melhor dizendo, em um trabalho.
Trabalho esse complicado (não tanto intelectualmente, mas politicamente), longo, de influêcia (mas sem autoridade) e que provavelmente pede um nível salarial maior do que o meu. Mas a hora não é de reclamar, então a gente vai tocando o barco.
E como o trabalho é longo, tem horas que a gente tem que levantar e pegar um café, para dar uma esfriada na cabeça. No meu caso, além do café, eu vim escrever aqui no blog. E o que eu estou com vontade de falar hoje é sobre uma frase que eu li hoje num blog sobre gerenciamento de projetos que eu visito frequentemente:
“Estratégia sem tática é o mais lento caminho para a vitória. Tática sem estratégia é o barulho antes da derrota.”
— Sun Tzu
Eu falei aqui de planejamento no outro dia, mas vou voltar no tema porque… porque sim, porque me deu vontade.
E trabalhar sem um plano, é remar sem sair do lugar, de olhos fechados esperando chegar do outro lado do rio na hora certa, meio que por milagre. É espalhar água e gastar energia contando que o esforço vai compensar. Na ausência de ( vontade/capacidade/tempo de fazer) um plano, a gente se contenta com um cronograma, que só diz que, com o tamanho de remo que a gente tem, demora duas horas para chegar do outro lado. E só. Ele não mostra o caminho que a gente tem que fazer para desviar das pedras, não diz que senta na frente e quem senta atrás para balancear o peso, não diz o que tem que tem que ser feito à bordo, ou por quem. Não diz nada.
Mas a ordem é remar, pelo menos durante duas horas. Então o primeiro grande desafio é convencer o capitão do barco, em movimento, que o que ele tem é um cronograma, e não um plano. E convencer sutilmente, já que o capitão do braco é ele e não você e se ele resolver te tirar do barco, fudeu. O outro grande desafio é convencer os remadores que eles estão remando com um propósito, que a outra margem vai chegar e não estão gastando energia à toa, o que também não é fácil.
E isso antes das duas horas acabarem, pois se o braco afundar, afunda todo mundo. Os remadores vão colocar a culpa no comando, o capitão vai colocar a culpa nos remadores, mas no final afundou todo mundo.

Você sabe que VIP quando…
Novembro 3, 2009… o Bono Voz canta Happy Birthday em sua homenagem durante um show do U2.
PS: Como muitos outros gênios na História da humanidade, o Bill Gates também nasceu no mês de Outubro.

Twenties Gril
Outubro 30, 2009
Acabei de ler, no meu Kindle
, Twenties Girl, o mais recente livro da Sophie Kinsella (que ficou famosa com a série da Shopaholic).
Eu já falei Sophie Kinsella e dos seus livros várias vezes aqui, pois ela tem um jeito de escrever que faz a leitura uma coisa extremamente leve e agradável. É a versão impressa das comédias românticas…
Como em todos os outros livros dela, a “heroína” é mais uma vez uma mulher na casa dos 20 e poucos anos, que dessa vez se chama Lara. Lara vai ao enterro de uma tia que ela não conhecia em vida e que morreu aos 105 anos, e é surpreendida quando consegue ver o “fantasma” da tia no velório. Como Lara é a única com quem a fantasminha, Sadie, também de 20 e poucos anos, consegue se comunicar, ela é “recrutada” pela tia para procurar um certo colar que lhe pertencia e que desapareceu.
E a busca pelo colar faz as duas jovens descobrirem juntas um montão de coisas, entre elas uma grande amizade.

Acho que Twenties Girl é o melhor dela até agora, melhor até do que o The Undomestic Godess.
Fica aqui a dica…

Alegria premiada
Outubro 26, 2009
Li num blog que eu visito frequentemente que o Rio de Janeiro recentemente foi “premiado” pela Forbes com o título de “Melhor cidade do mundo”, como se fosse possível de se medir estatísticamente o nível de felicidade de um povo. No mesmo blog tem um link para um texto do Lobão, o músico carioca, publicado no Estadão e falando sobre a tal notícia.
E eu resolvi colocar aqui o que o Lobão escreveu, pois o que ele fala no seu texto, casa certinho com o que eu penso sobre esse papo de “a gente sofre (com a violênica) mas é feliz”.
Segue o texto:
O risco de vestir a faixa de a mais feliz do mundo
A alegria premiada pode aplacar a indignação?
- Lobão, Músico nascido e criado em Ipanema, morador do Sumarezinho, em São Paulo, desde 2008
Quando filosofamos sobre uma violência que assola o Rio de Janeiro há mais de 30 anos e percebemos sua progressão sistemática durante todo esse período, somos obrigados, em primeiro lugar, a fazer um exame de consciência e procurar com toda a honestidade a razão da nossa incapacidade crônica de aprender com os próprios erros. O que faz uma cidade não conseguir se enxergar? Para analisar os acontecimentos da semana que passou eu não gostaria de nivelar a conversa sob a égide da indulgência, do narcisismo, do bairrismo, da festividade retrógrada nem do cinismo. Uma das causas da minha retirada do Rio deveu-se justamente ao fato de estar cansado e constrangido de continuar vivendo num lugar cuja paralisia provocada pela autocomplacência vinha da sensação de que o carioca é um ser à parte. Além de me irritar profundamente, isso me transformava num cúmplice passivo de toda aquela coisa, milimetricamente arquitetada para aniquilar qualquer tipo de mudança. Afinal eu não via um sinal sequer em direção a uma transformação relevante de atitude capaz de apontar para uma radical virada de mentalidade, para uma revisão completa nessa autoimagem caricata de gente fina, delicada e cheia de bossa de que tão ingenuamente nos ufanamos a flanar pela zona sul.
Pois bem, uma jornalista de um jornal carioca, no início de setembro, me mandou um e-mail pedindo que eu falasse sobre o fato de o Rio ter sido eleito pela revista Forbes a cidade mais feliz do mundo. “Soube que você saiu há pouco tempo daqui porque não estava satisfeito… Um abraço”, comentou a jornalista, após o simpático pedido. Misteriosamente, a matéria implodiu e acabou não saindo nada; portanto, como desconfio que o ponto gravitacional esteja bem próximo do assunto abordado neste texto, aqui está a resposta:
“Que bacana!!! Então, já que deu na Forbes, muda tudo! Eu posso até voltar correndo, varado de luz, redimido… com o carimbo da Forbes de… FELIZ !!! O mais feliz do mundo!!! EEEEE! Devemos decretar uma semana de feriado, convocar uma micareta e fechar a Vieira Souto pra comemorar esse feito! Mas, falando sério, esse tipo de felicidade me assusta um pouco. Uma felicidade meio perversa, meio postiça, meio indulgente. Tem uma bossa nova que eu fiz dizendo mais ou menos assim sobre nossa índole, sobre nossa paisagem: “Tudo aqui descontroladamente lindo como um gol acidental… Tão suicida essa forma invertida de felicidade… E a gente continua comemorando coisa alguma sempre a sorrir”.
“Talvez essa tal felicidade esteja nos condenando à eterna permanência da precariedade, pois aplaca nossa indignação, estupra nosso luto, mina a vontade de sermos melhores, impossibilita qualquer tentativa de engendrar profundas e necessárias transformações da imagem que temos de nós mesmos e, infelizmente, acaba por facilitar a tal da autofolclorização, caindo na gratuidade insólita, boba e até cruel da carnavalização.
“Agora tentem visualizar alguns eventos típicos e patológicos que costumam permear a maneira de ser de um determinado tipo de carioca:
1) Aplaudir o pôr do sol no Posto 9 como um Michelângelo das areias, extasiado com a beleza de sua paisagem particular, como uma extensão de si próprio, travestindo um êxito exclusivo da natureza em mérito pessoal.
2) Frequentar passeatas contra novas regras mais restritivas para o carnaval de rua, mesmo com a cidade fedendo cada vez mais nos dias de folia.
3) Sair pra brincar nos blocos da vida depois de mais uma chacina.
4) Possuir um fascínio mórbido pelo fenômeno da reinvenção regressiva, muito em voga nos dias de hoje, a investir sofregamente na promoção de festivais como o de marchinhas de carnaval, de uma obsolescência comovente, em meio a refrões natimortos, rimas anacrônicas, piadas oligofrênicas e arranjos idiotas.
5) Regurgitar com muita dignidade, chiquê e retrocesso uma bossa nova anêmica, que de nova não tem mais nada, só pose.
6) Viver na fixação obsessiva e pouco potente do universitário de esquerda, incapaz de expressar aquilo que realmente é, um invejoso da singeleza da pobreza, um aspirante a vanguardista de um passado que jamais vivenciou, um tipo corriqueiro da classe média/bamba/fake/sambista de araque, a emular grotescamente o bamba real da tradição, a jactar-se como o legítimo defensor e representante da raiz, da raça e da cultura, mesmo sem a gente ser planta, não ter raça nem delimitação pra expressar o que bem entender, ou quem sabe pra relaxar depois de uma praia, sentar com a rapaziada num fim de tarde pra levar um lero num boteco da Lapa, em cima de uma poça de sangue, cujo cadáver acabou de ser removido? Style!
“Se vocês acham isso uma vantagem, só me resta torcer para que usufruam ao máximo desse momento de singular alegria. Torço também para que no próximo concurso o Rio se torne um campeão de gentileza, um lanterninha da violência, um exemplo de elegância, de qualidade de vida, que sejamos reconhecidos pela honestidade sem esperteza, por sermos um povo que tenha uma autocrítica mais severa, um povo de fibra que, sem perder suas belas características, seja também cosmopolita, apto a se transformar, aberto para a cultura do mundo, um povo que em sua retumbante alegria seja menos narciso e, de preferência, mais sério.
“É isso aí. Me perdoem pela sinceridade e um abraço de um carioca que, mesmo distante, mesmo discordante, mesmo revoltadíssimo, continua, apesar de não tão feliz assim, torcendo apaixonadamente por melhores rumos de sua cidade e de seu povo”.
Conheço a alma da minha cidade, amo a minha cidade e muito me entristece o estado das coisas. Nós cariocas precisamos urgentemente nos reinventar. E, com mais humildade e inteligência, construir um destino ensolarado e realmente feliz que o Rio e o carioca tanto merecem.
Link para o texto no site do Estadão: clique aqui.

Estado vs. Igreja
Outubro 23, 2009
Recebi essa matéria do meu pai, por email, e achei que valia à pena passar adiante. Ela fala sobre o ensino religioso nas escolas e, segundo o autor, o ensino da religião deve ser deixado aos pais e às igrejas. O que eu concordo plenamente. As partes em negritos são as que eu achei mais interessantes.
O crente e o cidadão
Mauro Santayana – JORNAL DO BRASIL, DE 23/10/09
Qualquer que seja a ideia que façamos de Deus, ou dos deuses, ela se subordina à inteligência e aos sentimentos de cada ser humano. A teologia, tanto nas confissões cristãs, como nas demais manifestações de fé, é uma construção histórica, sob a influência dos poderes terrenos. Foram esses poderes terrenos que levaram os sacerdotes judeus a opor-se à Cristo. O panteísmo patrocinava a liberdade investigadora dos gregos, mas Sócrates foi condenado à cicuta sob a acusação de desobedecer aos deuses e, assim, às leis da cidade. O cristianismo, ao legitimar o poder de Constantino, impôs alguns dogmas que retardaram o desenvolvimento da ciência e mantiveram, durante toda a Idade Média, os pobres submetidos à opressão dos nobres. Em todo esse período, a nobreza, associada à Igreja, alternava a repressão mais violenta com atos de presumida piedade, a fim de manter a estagnação social.
O historiador polonês Bronislaw Geremek, de origem judia convertido ao catolicismo, e com forte presença política em seu país, publicou fascinante estudo sobre o tema, com o título de “A piedade e a força”. Quando os pobres se rebelavam, a forca funcionava – quando não se acendiam as fogueiras. Sempre foi assim, mesmo antes que a Igreja Católica se tornasse o centro ocidental do poder. Como se sabe, bem antes que Cristo subisse as trilhas do Calvário, Crassius levantou 6 mil cruzes ao longo da Via Appia e nelas pendurou os prisioneiros remanescentes da rebelião de Spartacus.
Os protestantes não foram diferentes dos católicos na intransigência religiosa, como dos cristãos não se diferenciaram muito os muçulmanos, em alguns momentos de sua história. O confronto entre xiitas e sunitas – pelas mesmas vielas de Bagdá onde hoje continuam matando-se – mostra que cada um faz de Deus o escudo que lhe convém.
Uma das grandes conquistas das repúblicas modernas é a separação entre as religiões e o Estado. O Estado é constituído de cidadãos. O Brasil, que instituiu a República depois de forte conflito político com a Igreja – a chamada Questão Religiosa – não conseguiu impor essa separação de forma satisfatória no sistema oficial de ensino. É tempo que o faça. Recente decisão do Congresso – à raiz de desnecessário acordo com o Vaticano – fortalece a ideia de que o ensino religioso é importante para a formação dos cidadãos. Não é. Seria, por exemplo, se os mestres fossem autorizados a dizer aos alunos católicos como se comportou Torquemada, durante a inquisição espanhola, e os evangélicos se dedicassem a explicar como atuaram Calvino e seus seguidores. A inquisição calvinista foi, em sua área de influência, tão cruel quanto a católica. Lembre-se, também, a noite de São Bartolomeu de 1572, em Paris, com a morte em massa de protestantes – em razão da disputa pelo poder.
A ideia da transcendência do homem, pelo caminho da fé, é inseparável da história universal da espécie. Mas o laicismo dos Estados é uma conquista da razão política, que não pode ser desprezada. O ensino da religião (no fundo, uma catequese) deve ser deixado aos pais e às igrejas. Ao Estado cabe ensinar a ética. Do ponto de vista prático, é impossível atender ao vasto leque das crenças no Brasil de hoje, que vão das diversas seitas evangélicas, cada uma delas pretendendo a hegemonia sobre as outras, ao espiritismo e ao sincretismo afro-cristão. Isso, sem mencionar a crescente adesão ao budismo, ao xintoísmo, e a outras religiões orientais.
Aos próprios religiosos não interessa transformar cada escola em praça de cidadezinha do interior, onde os alto-falantes costumam expressar a ruidosa disputa entre os sacerdotes e os pastores protestantes. A infância deve ser uma estação de paz. As crianças e adolescentes vivem a fase em que a amizade nasce e vínculos afetivos se formam, em muitos casos, pela vida inteira, sem levar em consideração a confissão religiosa familiar. Temos que evitar, a todo custo, que nas escolas se semeiem conflitos religiosos, como os da Irlanda.
O mesmo raciocínio que defende o ensino religioso nas escolas teria que aceitar o ensino do ateísmo. Como a recusa de participação política é uma forma de ação, o ateísmo é também uma afirmação do transcendentalismo materialista, se a tal substantivo podemos juntar tal adjetivo. Não é por acaso que os revolucionários franceses erigiram um templo à deusa Razão, no que foram seguidos mais tarde pelos adeptos do positivismo de Comte, com a tentativa de divinizar a humanidade.

Hanna Montana style…**
Outubro 21, 2009
Atlantida - um outro lugar que nao existe...
Quem conhece o mundo – e por conhecer eu digo mais do que visitar um local, eu quero dizer viver ali – vê as coisas de maneira diferente. Não é o meu caso. Eu só conheço praticamente dois lugares, duas culturas: a brasileira, mais especificamente a do Rio de Janeiro, e a americana, mais especificamente a da Costa Oeste.
Mas se os mais viajados tem muitas opções para comparar, quem mora em um país diferente do qual nasceu tem pelo menos duas, a daqui (no meu caso os EUA) e a de lá (o Brasil). O que leva essa pessoa a pensar qual seria realmente o lugar ideal, ou melhor, qual seriam as caracterísiticas que fariam um determinado local ser “o melhor lugar do mundo para se viver”.
No melhor lugar do mundo para se viver:
* Você sai de Sammamish em direção à Issaquah e quando chega no final da 228th (ou 56th), ao invés do Lake Sammamish você dá de cara com a Praia Grande em Arraial do Cabo.
* Tem uma filial do Gepetto no Redmond Town Center. E uma do Rio Brasa em Seattle downtown.
* Depois de assistir a um filme numa das salas de cinema do Lincoln Square, você vai para um barzinho que vende chope da Brahma e pastel de queijo que abriu recentemente no Bellevue Square.
* O Sambódromo foi construído em Renton, do lado da sede de treinos do Seahawks, é super fácil de chegar e estacionar, e não tem perigo nenhum.
* Na Starbucks vende cafézinho aromatizado de amêndoas.
* Tem uma piscina (de azulejo) no meu backyard, porque faz sol e calor durante o ano para justificar uma.
* No Krispy Kreme vende pão francês de 50g.
* As academias são como as do ProClub, mas frequentadas por mulheres como as brasileiras.
* A torcida organizada do Mariners faz a maior batucada quando o time bate um Home Run.
É claro que isso é só um sonho, e cada um sonha o melhor lugar do mundo como quiser. No fundo, no fundo, o lugar perfeiro é um lugar que não existe, pois todo lugar tem seus problemas. Sendo assim, o melhor lugar do mundo passa a ser aquele que a gente escolheu para viver.
** Não entendeu o título do post?! Lembra da musiquinha da Hanna Montana, “It is the best of both worlds…” (o melhor dos dois mundos)? J

Eu sou você amanhã
Outubro 21, 2009De vez em quando eu me pego lendo alguns posts do passado, seja desse ou do outro blog. Normalmente acontece quando o dashboard to WordPress mostra, na lista de posts mais visitados, seja por que motivo for, um desses de dois ou três anos atrás.
E o engraçado é que, ao lê-los, me parece que eu estou lendo agluma coisa que outra pessoa escreveu, e não eu. A experiência é a mesma de a gente olhar uma foto nossa de muitos anos atrás, com uma pessoa que já parece muito pouco com a que a gente vê no espelho hoje. Sim, eu sei que fui eu quem escrevi aquilo tudo, e eu ainda sou eu mesmo. Ou sera que não sou? Talvez eu não seja mesmo. A forma de ver o mundo, as opiniões, os objetivos e até os sonhos, já são diferentes, uns mais outros menos, mas diferentes mesmo assim. Algumas convicções de ontem, hoje nos fazer rir. E vice-versa.
Isso deve acontecer com todo mundo, é claro, e de repente é assim mesmo que tem que ser. Somos seres em constante estado de mutação, tanto no exterior quanto no interior, viajando pela linha do tempo (da vida), aprendendo o que pode, nos tornando uma pessoa diferente a cada aprendizado e torcendo para que no final da viagem tudo isso faça algum sentido. Nesse contexto, parar de mudar é morrer. Ou ficar velho. Como dizia o Raul, “preifro ser essa metamorfose ambulante…”.
Mas que é engraçado é.

Tem maluco para tudo…
Outubro 19, 2009
Uma das notícias que ocupou os noticiários aqui nos EUA semana passada foi a estória de um menino de 6 anos, de Fort Collins, Colorado, que tinha fica preso em um balão caseiro feito pelo seu pai. “Cientista Amador”, o pai, Richard Heene, disse que tinha feito o balão, que tinha a forma de um disco voador, como um experimento de um transporte alternativo (sério?). Segundo a estória que a família contou, eles deram falta do menino logo após terem soltado o balão no ar e um dos irmãos disse que viu, Falcon (nome sugestivo, não?), subir na cesta do balão poucos minutos antes.
O pai chamou o FAA (reguladora do espaço aéreo), a TV e só depois ligou para 911. Várias emissoras de TV começaram a caçar o balão e a polícia despachou helicópteros na busca pelo guri voador. Estima-se que o custo total da busca tenha chegado em US$ 2Mi. Quando o balão caiu, há quilômetros de distância dali, não encontraram nem sinal do menino, que foi achado em casa, isso mesmo, em casa, escondido na garagem.
O acontecimento, e a família viraram a notícia do dia e tudo estava indo muito bem, até que, numa entrevista, perguntaram ao menino “Mas por que você não saiu da garagem?”. O menino não escutou e o pai repetiu a pergunta. No que ele respondeu: “Mas papai, você disse que não era para sair, que era para a gente aparecer na TV”. Agora estão achando que foi tudo uma armação do pai do menino, para descolar um “reality show” para ele e possivelmente a família toda…
Fala sério…

Planejar é preciso…
Outubro 16, 2009Todo mundo faz planos. Pelo menos quando “plano” significa a intenção de fazer alguma coisa. “Eu estou planejando ir no shopping amanhã“, “Nós estamos planejando fazer uma viagem pela Ásia ano que vem”, “Eu estou planejando fazer meu MBA assim que puder”, etc. E isso é perfeitamente ok no contexto da maioria das coisas pequenas do nosso dia-a-dia. Mas isso não é realmente planejar.
Num contexto de um projeto, principalmente no mundo profissional, tem gente que acha que planejar é fazer um cronograma. E um cronograma tem que ser parte de qualquer plano, mas não pode ser “o plano”. Planejar é muito mais difícil do que fazer um cronograma, e um cronograma que não reflete um plano não serve para nada. E pouquíssima gente faz um plano.
Um plano te diz o que deve ser feito, como, quando, quais os riscos que se tem e como contorná-los, quais as pessoas envolvidas e, acima de tudo, o que “completo com sucesso” significa. Um cronograma te diz, mais ou menos, o tempo que vai levar para fazer o que tem que ser feito.
Quem é versado no PMI sabe que primeiro a gente define o que se vai fazer (o escopo do trabalho), quebrando ele em unidades de trabalho, depois estima uma duração para cada unidade (e isso é só no que o PMI chama de “gerência de escopo”), e por último dá sequência à elas. E é aí que entra o cronograma, como uma ferramenta de ajuda à “gerência de tempo”. Mas ainda na fase de “Planejamento”, você ainda tem que planejar recursos, riscos, qualidade, etc.
Então eu acho que, seja na sua vida pessoal, seja na sua vida profissional, se você resolver embarcar num “projeto”, uma boa idéia é fazer planos, não (só) cronogramas…
“Um objetivo sem um plano é apenas um desejo”
– Antoine de Saint-Exupery
“Em uma Guerra, planos são normalmente inúteis, mas Planejamento é indispensável”
– Dwight Eisenhower













