
Ser minoria ou ser do contra?
Abril 24, 2008
Eu não me acho um cara “do contra”, aqueles que só de implicância querem o contrário do que todo mundo. Pelo menos não conscientemente. Mas de uma forma ou de outra, quando a coisa é votar (ou escolher), eu sempre estou do lado que tem menos votos.
Na política sempre foi assim. O único cargo executivo para o qual eu consegui eleger alguém foi quando o Lula ganhou em 2002 e eu votei nele - não me arrependo desse voto porque a alternative era o Serra, mas também não posso dizer que me orgulho dele. Fora isso, eu sempre votei em quem perde. Mas, como disse o Darcy Ribeiro, nesse caso, eu “detestaria estar do lado dos que venceram”.
Corta.
Aqui nos EUA tem um programa de televisão, na verdade o programa de maior audiência da televisão, que chama American Idol, e que seria equivalente ao Fama, que a Globo teve no passado, só que multiplicado por uns 50. O show vai de Janeiro à Maio e, no American Idol, quem fica entre os top 5-7 tem um futuro promissor no “showbiz”. Eu não gosto muito do American Idol, mas a Kelly e a Letícia são fissuradas no programa e não perdem um único show (que passa às terças, os caras cantam, e às quartas, o eliminado da semana sai). Então como eu e o Vini “temos que assistir” :-), eu acabo tendo os meus favoritos, claro. Até a tia Lenira, que não entende o idioma, acompanha o programa e tem seu cantor favorito.
Corta de novo.
Esse ano, um dos concorrentes é um garoto de 17 anos chamado David Archuleta, carinha de babaca, sem personalidade nenhuma, uma mala, que até canta dieitinho mas que, para mim, não tem carisma nenhum. Acontece que o moleque é o preferido da opinião pública juvenil, inclusive da opinião pública juvenile lá de casa: a Letícia. E para mim ele tinha que ficar em último!

O Vinicius e a Kelly gostam do David Cook, que faz o tipo rockeiro.

E a tia Lenira gosta do Jason Castro.

A minha cantora preferida é a Carly Smithson, embora, em matéira de personalidade, a melhor de todos para mim seja a Brooke White.


E ontem a Carly foi voted off, ou seja, eliminada quando, dos 24 que começam o programa, só restavam seis. E o malinha ficou, pelo menos por mais uma semana e, ao que tudo indica, vai ficar até a final. Como dizia o Churchill, “a democracia é o pior tipo de governo, tirando-se todos os outros”.
Alugém pode argumentar que o público alvo do show é mais juvenil e logo, candidatos como ele tem mais chance. Mas mesmo assim, de volta ao meu ponto original, eu normalmente voto em quem perde. O que isso significa? Eu sei lá… provavelmente nada… nem sim, nem não e muito pelo contrário… Mas para que serve um blog se a gente não pode divagar nele, não é?
Aqui no Brasil temos este programa que até ano passado era no SBT.Que se eu não me engano,já houveram 3 edições.
Mas aqui no Brasil eles(os vencedores) nem aparecem depois que ganham, o gde lance do programa não são os cantores,mas sim o Juri,que é super bem humorado,pegam pesado nos comentários qdo querem,sem perder a piada,um show a parte.
Aqui o “ídolo”,como o programa é conhecido,estão no plural,pois são os jurados.
O American Idol também passa aqui, no momento já estamos vendo a mesma temporada que vocês, quase ao mesmo tempo.
Eu adoro a primeira fase de auditions, é de rolar de rir! Mas depois que começam os shows eu nem assisto mais.