Posts de Agosto, 2009

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Woofer

Agosto 28, 2009

Eu não entrei na onda do Twitter, já que realmente não vejo nenhum benefício em usá-lo. Para falar a verdade eu acho que o Twitter foi criado para a nova geração de usuários de tecnologia, o pessoal que vive no MSN, que escreve “aki” e “xoxo” e cuja capacidade de atenção não passa dos 140 caracteres máximos permitidos, a grande característica dessa ferramenta.

Acontece que o Twitter caiu na graça de alguns artistas, mais especificamente o Ashton Kutcher e sua mulher, a Demi Moore, que reunem milhões de “seguidores”, nome dado a quem se interessa pelo que você escreve (em menos de 140 caracteres) a cada 5 minutos, e então site ficou famoso, muito famoso. Então, como o Orkut no Brasil e o Facebook aqui nos EUA, parece que todo mundo tem cont ano Twitter. E todo mundo publica para quem quiser ler o que fez a cada 5 minutos: foi o banheiro, dormiu, chegou em casa, não fez nada, etc. Nada de interessante, nada de sério.

Mesmo que eu quisesse entrar no Twitter e quisesse dividir com o mundo todo pequeno detalhe do meu dia-a-dia, eu acho que eu não ia conseguir me limitar aos seus 140 caracteres, pois admito que sou meio prolíxo, gosto de usar adjetivos, gosto de elaborar e encher linguíça. Só nesse texto, até aqui, foram usados 1126 caracteres, e eu nem comecei ainda a falar do que eu vim aqui falar, que é o Woofer. O Woofer é o contrário do Twitter, já que nele você é obrigado a criar mensagens com, no mínimo, 1400 caracteres (já estamos em 1678 agora). E eu acho que ele é mais uma brincadeira do que uma iniciativa mais séria e, mesmo que seja sério, não vai colar, pelo motivo oposto ao que faz o twitter um sucesso, o limite de caracteres.

Eu não vou usar o Woofer, como não uso o Twitter. Quem quiser saber de mim, tem que vir aqui no blog… :-)

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Filmes

Agosto 25, 2009

Semana passada eu assisti a District 9, filme de Niel Blomkamp produzido pelo Peter Jackson (o que escreveu, dirigiu e produziu a trilogia Senhor dos Anéis na telona), que é uma novidade, um filme de ficção científica diferente da maioria dos outros filmes desse gênero que apareceram nos últimos anos.

O filme conta uma estória em que uma nave extra-terrestre engiça (isso mesmo, enguiça) na Terra no final dos anos 80, bem em cima da cidade de Joanesburgo, na África do Sul. Depois de alguns meses sem nenhum sinal ou comunicação, o exército sul-africano resolve ir conferir a nave e descobre milhares e milhares de ETs dentro dela. Sem saber o que fazer com essa galera toda, o jeito é colocá-los em um “acampamento temporário” na periferia da cidade. Mas 20 anos se passam e o acampamento vira uma grande favela, meio que um campo de concentração. As condições de vida em District 9 são horríveis. Por outro lado, a população humana não quer contato com os ETs. É um novo Apartheid.

O bicho pega quando um funcionário da multi-nacional criada para lidar com os ETs entra em District 9 para avisar ao seus moradores que eles serão transferidos para um novo local, District 10. As coisas não saem como esperado e esse humano vai começar a ver o outro lado da moeda.

Muito bom filme. Vale o ingresso.

 

Mas o segundo filme que eu vi semana passada, Inglorious Basterds, o mais novo filme do Quentin Tarantino, foi melhor. Com os filmes do Tarantino não são meio termo. Normalmente ou se adora ou se odeia o jeito dele de fazer filmes. Eu adoro, e Pupl Fiction é um dos melhores filmes que eu já vi. Mas eu concordo que nem todos são do mesmo nível. Mas Inglorious Basterds é um dos melhores dele. Tirando Pulp Fiction, eu acho que foi o melhor que eu vi.

O filme conta a estória de um grupo de 8 americanos judeus que atua na França durante a ocupação nazista a esse país. Eles são um grupo “especial”, sem muito vínculo formal com o exército, e cujo objetivo simplesmente é de matar a maior quantidade de nazistas possível. E a eficiência deles, e os seus métodos selvagens, acabam chamando a atenção do próprio Hitler.

Inglorious Basterds tem uma quantidade grande de violência, meio que uma marca registrada do Tarantino, mas também uma boa dose de humor, principalmente no personagem do Brad Pitt. Nota 9, uma excelente diversão.

 

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O purgatório da beleza e do caos

Agosto 24, 2009

Em 1994, o cronista Zuenir Ventura escreveu um livro onde ele classificava o Rio como uma “cidade partida” (esse é o título do livro). No livro, ele conta que existe um Rio do morro e um Rio do asfalto e que essas são duas cidades completamente diferentes. Com leis completamente diferentes. O livro é ótimo, e pode ser lido online aqui.

Pois eu acho que a cada ano que passa o Rio do morro toma mais e mais conta do Rio do asfalto, numa realidade onde o Estado já não tem mais, há algum tempo, controle nenhum sobre a segurança da sua população. Se há 15 anos, a cidade era partida ao meio, hoje ela está mais para 70-30, ou 80-20. A perda do status de capital da república para Brasília, de capital financeira para SP e capital turística para o nordeste, fez o Rio mergulhar numa espiral negativa que eu acho que está longe de acabar, se é que um dia vai. Seu último título, o de capital cultural do país, se deve somente ao fato da Globo ser carioca. Se não fosse por isso, a “Hollywood brasileira” já não seria mais carioca também.

Copacabana, a “princesinha do mar” é há muito tempo ocupada por ladrões, putas e travestis. As vias expressas que cortam os subúrbios da cidade são veias abertas por onde corre o sangue de cidadãos baleados sem misericórdia, em ônibus e carros de passeio. Os moradores da zona sul não visitam mais seus amigos e parentes na zona norte, por medo de transitar pela cidade. E mais recentemente, até a Barra da Tijuca, o ultimo bastião do que seria na cidade um lugar “decente” para se morar e que era destino certo da classe média alta, já está igual ao resto da cidade.

É fato que o Rio não já merece mais a admiração que um dia mereceu dos outros estados da federação. E ao carioca, que vive com a vida por um fio, não cabe outra alternativa a não ser dar de ombros a tudo isso, fingindo que não é tão sério assim, achando isso tudo meio normal até, situação comum de uma grande cidade. É um mecanismo de defesa, para que ele não perca a própria sanidade, já que viver trancado em casa é impossível. É a tática do rir para não chorar. E você há de convir que o sol, a praia, o chope, o sambinha e a mulherada são a distração perfeita para essa alienaçào conveniente.

Como disse o Millôr, afinal de contas “só doi quando ele não ri, quando ele não joga no bicho, quando ele não vai ao Maracanã, quando ele não samba. Só doi quando ele se esquece de toda essa folclorada e enfrenta a dura realidade… carioca“.

A Kelly e as crianças voltam amanhã, graças a Deus. E eu não vejo a hora de abraçá-los de novo.

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Medo

Agosto 21, 2009

Cidade Maravilhosa é o CARALHO…

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Jon Doe

Agosto 20, 2009

Foto: Seattle Times

Parece estória de um episódio de Grey’s Anatomy, mas não é. Está no Seattle Times de hoje a estória de um homem, na casa dos 50 anos, que acordou um certo dia em um dos parques da cidade e não se lembra quem é, de onde veio ou como foi parar ali.

Ele estava bem vestido, sem documento algum, mas desorientado e pedindo ajuda. Foi socorrido por um motorista de ônibus e encaminhado ao Swedish Medical Center, um dos hospitais da cidade. Ele tem memórias esparsas de seu passado, acha que passou muitos anos morando fora dos EUA e fala fluentemente inglês, francês e alemão. Fora isso ele não se lembra de nada e, quando perguntado, diz que não sabe se realemente quer lembrar.

Os médicos, que não sabem ainda o que ele tem, acham que ele não está fingindo. Segundo especialistas, amnésia total é extremamente rara e até agora sua causa é inexplicável pela ciência.

Mas algumas horas depois de publicada a matéria, um dos leitores do jornal reconheceu o desconhecido, que como todo desconhecido é batizado de “Jon Doe”, como sendo um professor de inglês que ele conheceu na China. O jornal está confirmando a estória.

Quem acompanha Grey’s Anatomy na TV viu um caso desse acontecer há umas 3 temporadas atrás, quando uma moça grávida é vítima de um acidende de barco e chega ao hospital (o fictício Seattle Grace Hospital) sem se lembrar quem é. A vida imitando a arte…

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Project Planning

Agosto 19, 2009

Nota: De vez em quando me bate uma de escritor. Isso é raro, mas às vezes acontece. Normalmente são textos pequenos, estorinhas que me vêm na cabeça por um motivo ou por outro, normalmente ligado a algo que eu vivenciei, li em algum lugar, ou assisti na TV. E quando isso acontece, eu coloco aqui no blog, sob a categoria “Literatices”. Se é bom, não sei, mas lá vai… e tem mais “literatices” minhas aqui

Félix tinha tomado uma decisão. A derradeira decisão: ia acabar com a própria vida. A mesma tinha ficado vazia, perdido o propósito, ele não tinha nada nem ninguém para o que viver. Ainda não havia decidido como ia fazê-lo, mas antes disso (talvez essa fosse realmente a sua última decisão – o como) e como ele não tinha pressa, resolveu fazer uma lista das coisas que queria ter feito e não fez, por qualquer motivo que fosse.

Pegou um bloco de notas e começou a lista. Quando estava na sétima página do bloco viu que tinha um montão de “coisas que queria ter feito e não fez”. E resolveu que tinha algumas coisas ali que ele não poderia deixar de fazer antes de ir. Ele estava decidido, ia se matar, mas para que a pressa? Então resolveu rever a lista e priorizá-la. Ele era bom naquilo. Era uma pessoa extremamente organizada. Sua vida inteira era detalhadamente planejada. Não era de se espantar que sua preparação para morrer não fosse diferente.

Pegou outro pedaço de papel e começou a listar as coisas em order de importância ou de urgência. O que fez ele lembra de outras coisas, que então foram adicionadas à primeira lista. E que acabaram influenciando a ordem da segunda lista. A coisa estava ficando complicada e ele resolveu encerrar por ali naquele dia. Amanhã continuaria. Pendurou as duas listas num quadro de cortiça em seu quarto e foi dormir. Naquela noite, pela primeira vez em muito tempo, sonhou. Com as coisas da lista.

O dia seguite era um sábado e ele nào precisava ir trabalhar. Depois de tomar um café, resolveu retomar o trabalho nas listas. E logo descobriu duas coisas: a primeira era que algumas coisas que ele queria fazer demandavam coisas, atividades, menores, que não estavam na lista orginal, mas que sem as quais as coisas “grandes” não iam sair. Sendo assim, ele resolveu “quebrar” as coisas importantes e suas folhas de papel separadas, com as atividades menores listadas em cada uma delas. As folhas já não cabiam mais no quadro de cortiça, e ele começou a colar as folhas direto nas quarto paredes do quarto. A segunda coisa que ele sacou foi que, algumas coisas dependiam de outras, numa determinada ordem. Ou seja, só as listinhas não iam dar conta do recado. Ele tinha que bolar um plano. E por aí foi. Quando ele se deu conta, eram mais de 6 da tarde e ele não tinha parado nem para comer. Resolveu encerrar por ali o dia, com a promessa de continuar no dia seguinte. E colocou mais uma atividade na lista: comprar um computador, pois aquilo estava ficando fora de controle. O que lembrou a ele que ele tinha que arrumar um jeito de pagar por todas as coisas que ele queria fazer. Então tinha que ver o quanto ele tinha, versus o quanto tudo ia custar, etc.

Resolveu tomar um banho e ir no mercado comprar umas cervejas e os ingredientes para um sanduíche. Na fila do caixa, na sua frente, estava uma mulher. Ele ainda não tinha conseguido ver o rosto dela, mas ela parecia da sua faixa etária. E bunda e o perfume já dela tinham conquistador ele. E então ele lembrou do item 53 da lista: “paquerar uma completa estranha na rua, ao vivo, e não pela Internet”. O antigo ele era o mais tímido dos tímidos e nunca faria isso, mas o novo ele, o suicida, tinha um plano a cumprir. E sem pensar muito cutucou no ombro dela e disse: “Oi.”

Cidinha não costumava dar papo para estranhos, mas alguma coisa naquele cara no mercado havia chamado a atenção dela, mesmo antes dele entrar logo atrás dela na fila. Alguma coisa no seu olhar, uma mistura de triste com obstinado tinha mexido com ela. Ela estava recém-separada, havia mudado recentemente para o bairro e ainda não tinha feito novos amigos. Antes mesmo dele chamá-la para sair, ela sabia que ia topar. E o programa fora naquele dia mesmo, direto do mercado, numa boa cantina italiana ali perto (ser pizzailo era o número 17 da lista dele).

Num outro sábado, um mês depois – Félix e Cidinha já eram um casal e passavam a maior parte do tempo juntos – o programa era um jantar na casa dele, preparado pelo próprio, acompanhado de um ótimo vinho neo-zeolandês (entender de vinhos, item 29 da lista). Uma coisa levou à outra e no final da noite ele a levou para conhecer o seu quarto. Seria a primeira noite deles juntos.

Ao entrar, ela nota as paredes cobertas de folhas de papel e pergunta: “o que é isso?”. E ele responde: “Nada”.

Na manhã seguinte, ela ainda dormindo, ele resolveu a recolher as folhas das paredes. Ela tinha mudado completamente suas prioridades e aquele plano estava completamente furado. O que era ótimo. Outra coisa que ele resolveu foi que, dali para a frente, ele só ia planejar sua vida no curto prazo, e no limite de uma folha de papel. Afinal de contas, mesmo os melhores planos podem ir por água abaixo. E isso não é necessariamente ruim.

Sobre a idéia de se matar? Mas nem fudendo…

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Campo Minado, o filme…

Agosto 18, 2009

Se o joguinho do Windows virasse um filme… :-)

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Just because…

Agosto 14, 2009

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Father and Son

Agosto 14, 2009

Nem só de Sarneys vive a política brasileira. São poucos, mas temos bom politicos brasileiros. Entre eles, Chico Alencar, Heloísa Helena, Gabeira, etc. Mas acho que o símbolo mais forte da ala dos “politicos do bem” é, sem dúvida, o Eduardo Suplicy.

E semana passada ele deu mais uma vez um exemplo da sua graça fazendo uma homenagem ao dia dos pais em pleno Senado Federal, palco frequente de muita, muita podridão, mas de poucos momentos como esse. Segue o video:

 

E agora o original, Cat Stevens:

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Novela é melhor do que a pílula

Agosto 14, 2009

Segundo essa notícia da CNN, ontem, o Ministro da Saúde da Índia propôs uma solução alternativa ao problema do (des)controle de natalidade que assola o seu país: levar energia elétrica a todos os pontos do país e pôr mais televisões nas casas. A idéia, óbvia, é que as pessoas passariam mais tempo vendo TV e menos tempo fazendo bebês…

Faz um certo sentido, mas nem tanto… É a típica “solução” burra, já que não resolve a causa real do problema. A TV pode até fazer parte da solução, já que é um ótimo veículo de comunicação de massas, mas sem educação sexual para os jovens e o acesso fácil a métodos anti-concepcionais eficientes, a telinha sozinha nào vai resolver o problema.

É como aquele estudo que fizeram na Inglatera há algumas décadas, e descobriram que quando a venda de guarda-chuvas aumentava, aumentava também o índice de acidentes de trânsito em Londres. A solução óbvia era restringir a venda de guarda-chuvas. Só algum tempo depois é que sacaram o que o culpado mesmo era a chuva… :-)

A Índia hoje concentra 50% da população miserável do mundo e, segundo estimativas, em 50 anos eles vão passar a China em população. Esse é um problema mundial, já que eles vão ter que divider com a gente (o resto do mundo) os recursos naturais do planeta. E alguma coisa tem que ser feita. E logo. Mas pelo visto, os politicos indianos são tão competentes quanto os brasileiros… :-(

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Legion

Agosto 13, 2009

Se você é dos que curtem filmes a lá Tarantino, gosta de filmes com muita ação, tiro e desturição tipo Duro de Matar, e não tem convicções religiosas tão profundas que o impeçam de de abstrair do ponto de partida da estória (afinal de contas é de mentirinha), eu acho que Legion vai ser uma boa distração para você.

Imagina que Deus cansou da humanidade e de todas as oportunidades que a gente teve de se redimir e ser uma raça decente. Ele então manda sua legião de anjos aqui para baixo para acabar com tudo e com todos. Apagar tudo. Começar de novo.

Acontece que um dos principais anjos, o Miguel, está do nosso lado e contra os planos do “chefe”. Armado até os dentes, Miguel resolve lutar contra o seu próprio exército, protegendo uma jovem, supostamente grávida do “novo messias”. Como em todo filme americano, seja anjo ou ET, todo ser de fora desse planeta “aterrisa” primeiro nos EUA, e é claro que a jovem grávida é americana e trabalha numa lanchonete no meio do deserto, palco da batalha final do suposto “Apocalipse”. Você há de convir que pelo menos criativo o roteiro é. Nada de extra-terrestres, terroristas ou, o que está muito na moda, vampiros.

O filme ainda tem gente famosa no elenco, como o Dennis Quaid e a Kate Walsh (a Dr. Montgomery do Grey’s Anatomy e Private Practice). Segue o trailer:

Não, não vai concorrer ao Oscar, ou muito menos vai entrar na lista dos melhores que eu vi. O trailer não entrega muito e o filme pode acabar sendo uma bomba, mas eu acho que vai ser daqueles que, se não valem o ingresso do cinema, valem a viagem à locadora para assisti-lo num sábado de noite (depois que a garotada foi dormir, é claro).

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(500) Days of Summer

Agosto 12, 2009

Ontem eu fui assistir a (500) Days of Summer no cinema e posso dizer que foi o melhor filme que eu assisti esse ano na telona (eu não vou muito ao cinema, eu sei…). Não é tão engraçado quanto, mas é mais legal do que Hangover, na minha opinião. Um filme independente (não feito por nenhum dos grandes estúdios), 500 Days é como Juno (outro excelente filme), não tem nada de mais (no que se refere à produção), mas tem tudo o que um filme bom precisa: é muito bem escrito, tem bons atores que fazem muito bem o seu papel, e diverte.

No comecinho do filme, o narrador avisa: “esse é um filme do tipo rapaz-encontra-moça, mas esse não é um romance”. E 500 Days… é com certeza uma comédia romântica diferente da grande maioria das outras que a gente vê no cinema. É uma estória de amor contada de forma engraçada, interessante (o filme vai e volta no tempo) e, no entanto, realista.

Tom (Joseph Gordon-Levitt) é um arquiteto introspectivo e inseguro, que trabalha como escritor em uma empresa de cartões (greeting cards). Summer, que tem a beleza simples mas encantadora da sua intérprete, Zooey Deschanel (ela me lembra aquele verso do Vinicius de Morais em ti bendigo o amor das coisas simples), começa a trabalhar na mesma empresa e os dois começam um caso. Ela é misteriosa e inaccessível, mas ao mesmo tempo diz que gosta de estar com Tom. E o filme conta 500 dias de alegrias e tristezas que esse romance traz para o romântico Tom. E o final não deixa nada a desejar.

Excelente filme. Vale o ingresso com certeza.

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Mariners Game

Agosto 11, 2009

Domingo passado eu ganhei de um amigo dois ingressos para assistir ao jogo do Mariners vs. o Tampa Bay Rays. Até aí novidade nenhuma, já que eu já fui ao Safeco Field um montão de vezes. Só que dessa vez os assentos eram “especiais”, daqueles que não estão à venda na bilheteria e normalmente são comprados por empresas ou “season ticket holders”.

Nesse caso específico, os dois assentos eram 3 fileiras atrás do dugout do Mariners, há menos de 30 metros do Home Plate, ou seja, na melhor localização dentro do estádio! Para não desperdiçar o ingresso e como o Vini está no Brasil, chamei o meu amigo Heitor para curtir a mordomia.

Seguem algumas das fotos que ele tirou (clique para ampliar):

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Nossa visao do banco do Mariners

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Gutierrez batendo

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Ichiro aquecendo

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Ichiro batendo

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Branyan, depois de ter batido um "Grand Slam"

PS: O Mariners venceu por 11 a 2. :-)

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Maior idade

Agosto 7, 2009

Se o meu relacionamento com a Kelly fosse uma pessoa, hoje ele poderia entrar em um bar aqui nos EUA e pedir uma cerveja. Em outras palavras, ele seria “maior de idade”. A data certa desse aniversário foi ontem, mas o dia foi cheio então o post só está saindo hoje.

Disclaimer: A Kelly e as crianças embarcaram ontem para 2+ semanas na Cidade Maravilhosa (eu fiquei por razões de trabalho), então você pode creditar um pouco desse post à saudade que começou a me fazer compania na casa vazia.

Mas 21 anos depois eu não consigo mais imaginar a minha vida sem a Kelly e, obviamente, sem as crianças. Com cereza tivemos nossos altos e baixos, nossas brigas e reconciliações, o que foram fundamentais para nos tornarmos o que somos hoje. E hoje, eu não consigo me imaginar não tendo a minha parceira de sueca comigo, em todas as rodadas desse grande jogo da vida.

No outro dia fomos a uma festa de uns amigos que estavam se mudando daqui para a Califórnia. Nessa festa passamos um bom pedaço da noite conversando com um outro casal amigo, ele um dos técnicos do time de baseball do Vini. No meio da conversa, trocamos datas de quanto tempo estávamos juntos e eles também se conheceram há 20 anos atrás. O comentário da esposa, Janet, foi o seguinte: “É, nós somos a minoria”. E somos sim. Não quero fazer desse post um post sobre “o que Deus uniu o homem não separa”, mas acho que é importante mencionar a “longevidade” do relacionamento. Nós somos sim, minoria, somos sim felizardos.

Para mim particularmente não foi muito difícl, pois “ser pai” é o que me define e definitivamente eu sou uma pessoa muito melhor quando a Kelly está por perto. Por causa dela eu sou uma pessoa melhor. Não tem dúvida.

Parabéns para nós, meu amor!