Arquivo da categoria ‘Na Terra do Tio Sam’

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Sobre os comentários do Stallone

julho 27, 2010

Muita porrada na cabeça dá nisso…

Com a visita dos meus pais a gente tem mais acesso às notícias que acontecem no Brasil, já que eles acompanham de perto o noticiário brasileiro pela internet. Sendo asism, essa semana ficamos sabendo da gafe cometida pelo Stallone, comentando sobre o Brasil e o seu último filme, filmado lá, durante a Comic Con.

Na entrevista, ele faz piada sobre a complacência exacerbada do brasileiro com o turista, “Gravar no Brasil foi bom, pois pudemos matar pessoas, explodir tudo e eles (os brasileiros) dizem obrigado“, faz referência à “macaco”, reforçando o esteriótipo de “selva e índios” que muitos estrangeiros mal informados tem do Brasil e por último comenta sobre o estado de extrema violência da cidade do Rio de Janeiro, mencionando o símbolo do BOPE, “os policiais de lá usam camisetas com uma caveira, duas armas e uma adaga cravada no centro; já imaginou se os policiais de Los Angeles usassem isso? Já mostra o quão problemático é aquele lugar“.

Como toda estória, essa também tem dois lados. Por um lado, Stallone falou sim um monte de merda, desrespeitando um lugar e um povo que o recebeu muito bem. E isso por si só mostra o imbecíl que ele é.

Por outro lado, alguns comentários deles tinham um certo fundo de verdade. 

O Rio é violento mesmo. Muito. E a gente trata os Americanos e os Europeus com mais “admiração” do que tratamos nossos vizinhos hermanos. Mas para nós, brasileiros, isso é irrelevante. A gente pode falar mal do Brasil. Mas ninguém mais pode. A gente pode malhar a violência no Brasil e no Rio de Janeiro. O Stallone não.

Somos iguais àquelas mães que desabafam que o filho é mal-criado, mas não admitem ouvir isso de mais ninguém sem partir para a briga. Eu já fui criticado várias vezes por amigos e pessoas próximas porque reclamo do Brasil mesmo não morando mais no país, como se o fato de não mais viver lá me impedisse de ter opiniões sobre o lugar, me fizessem menos Brasileiro (eu agora sou Americano, mas continuo Brasileiro, igualzinho).

Na minha opnião, teria sido melhor se a mídia tivesse ignorado o Stallone e sua imbecilidade. Afinal de contas, que diferença faz para o Brasil e os Brasileiros o que um cara como o Stallone pensa do Brasil? O país caminha para ser a quinta maior economia do mundo, ao que parece os pobres hoje são um pouco menos pobres e, ao que tudo indica, a população gosta do que o governo atual faz e quer continuidade. Então por que se importar com a opinião do Rambo?

Se a mídia quisesse mesmo evitar propaganda negativa sobre o Brasil, a melhor saída teria sido ignorar o babacão e se colocar acima das críticas recebidas.

 

 

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Bad Romance

maio 13, 2010

Eu gosto das músicas da Lady Gaga. Acho ela mas excêntrica do que deveria, mas as músicas são legais. E ela faz o maior sucesso aqui nos EUA (e no mundo todo para falar a verdade).

Então, aí esses caras do On the Rocks, um grupo de canto à capella da Universidade do Oregon, colocaram no YouTube uma versão de Bad Romance (uma das músicas mais famosas dela) que ficou muito legal. Olha só:

Eu achei muito engraçado. Até os passos de dança  eles tentam imitar os passos de danca do video original, que é esse aqui (não recomendado para crianças ou moralistas em geral):

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Trail of Dreams

maio 3, 2010

No dia 1o. de Janeiro, um grupo de 4 estudantes, imigrantes ilegais, partiram de Miami, onde vivem, numa caminhada de 1.500 milhas até Washington, DC, com o inituito de influenciar o Obama e o governo americano a mudar as leis de imigração para considerar casos como os deles.

Todos os 4 chegaram aos EUA com 2, 3, 4 anos de idade, acompanhando os seus pais que tentavam uma vida nova no país. Eles cresceram aqui, foram para a escola aqui e tem como referencia de pátria e de lar os Estados Unidos. No entando, por serem ilegais, não conseguem se estabelecer como quaisquer outros cidadãos americanos. Entre os quarto está o brasileiro Felipe Matos.

Eles chegaram sábado passado em Washington.

O site deles é esse aqui.

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Frases

fevereiro 19, 2010

Você pode não perceber, mas o tempo que você passa no carro, sozinho, pode ser super precioso. No meu caso, eu levo 20 minutos depois de casa (ou da creche do Gabriel) até o trabalho. Meia hora com trânsito. E esses 20 minutos servem para pensar no dia à minha frente, para reflexão, idéias, divagações, orações (eu não tenho religião nenhuma mas rezo assim mesmo) e mais uma ou outra coisa, ao som da minha estação de rádio preferida, a 101.5.

Hoje de manhã eu vinha escutando no rádio sobre a entrevista coletiva que o Tiger Woods estava dando naquela hora, para falar do escândalo sexual que ele se envolveu recentemente. O cara, apesar de ser casado com uma super gata, tinha a bagatela de umas 12 amantes, o que mostra que ele é bom de buraco dentro e fora dos campos de golf. A entrevista em si foi irrelevante (ele come quem ele quiser), mas uma coisa que ele falou eu gostei. Foi a seguinte frase: “Não vida, não é o que você conquista que te define, mas o que você supera”. E eu achei essa frase do cacete. Não é que ganhar seja fácil, mas superar a adversidade e continuar lutando é o que realmente define que tipo de jogador que voce é. Passei resto do tempo até o escritório divagando sobre a frase e meus sucessos e fracasso recentes.

Aí, mais pra frente, quase chegando no trabalho, o carro na minha frente, que era uma pick up dirigida por uma mulher (eu vi depois), tinha o seguinte adesivo no pára-choque: “Inveja mesmo eu tenho da Barbie. Aquela piranhazinha tem tudo”. Aí eu me lembrei da mulher do Tiger Woods, que até parece a Barbie, e há quem diga que ela tem tudo, inclusive um marido com 12 amantes. :-)

E detalhe, ela tem uma irma gemea... :-)

 

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King Felix!

janeiro 22, 2010

Eu sei que o nome não quer dizer nada para quem não acompanha baseball, mas essa semana quem, como eu, torce para o Seattle Mariners, respirou aliviado. É que o time garantiu por mais cinco anos um dos melhores pitchers em atividade: o venezuelano Felix Hernandez. Com 23 anos, Felix concordou em jogar para o Mariners até os 28, e por conta disso vai embolsar US$ 78 milhões durante os próximos 5 anos. 

Parece muito dinheiro, para o cara só jogar uma bolinha (está certo que a bolinha vai aonde ele quer, na bagatela de 160 Km/h…). E na verdade é sim muito dinheiro, mas o cara é visto como potencialmente o melhor pitcher da sua geração. E eu acho que no mesmo “quilate” que ele atualmente só tem mais 4: o Zack Greinke (Kansas City), Tim Lincecum (San Francisco), Roy Halladay (Phillies) e o Cliff Lee (que agora também é do Mariners!). Então, na opinião dos torcedores, foi ótimo investimento. :-)

Aliás, se contarmos que já temos Ichiro, Figgins e Gutierrez, ao que tudo indica, pelo menos no papel, o Mariners vem para brigar sério pelo título em 2010…

O braço de US$ 78 milhões, em câmera lenta:

Go Mariners!

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Santa Estupidez

janeiro 19, 2010

O pior do fanatismo religioso é que qualquer um pode falar a merda que quiser, o absurdo que for, que está protegido pela prerrogativa de todo mundo tem liberdade de credo e cada um acredita no que quer, se quiser.

E é por causa de “homens religiosos” como o Pastor Pat Robertson que muita gente, mesmo que aceitando a idéia de um Ser Divino, vira-se de costas para toda e qualquer religião criada pelo homem, ou seja, todas elas. Seja ela qual for.

O energúmeno pastor, do alto de seu grande conhecimento sobre História, sugere que a tragédia acontecida semana passada no Haiti é fruto de um pacto desse país com o capeta para livrá-los da dominação francesa. Porra, fala sério! Você pode ver o video (em inglês) aqui:

Mas nem só de zebras como Pat Robertson é feito o mundo, graças à Deus (não necessariamente o Deus do Pat Robertson, é verdade). E uma mulher de Minneapolis, aqui nos EUA, escreveu uma carta muito bem humorada e inteligente para o tal pastor, no jornal local de sua cidade, o The Minneapolis Star-Tribune, se fazendo passar pelo próprio capeta. A carta original pode ser lida aqui, mas para quem não entende, segue a tradução:

“Querido Pat Robertson,
Eu sei que você sabe que qualquer publicidade é boa publicidade, então deixe-me dizer, antes de qualquer outra coisa, que eu apreciei a propaganda. E você normalmente faz Deus parecer um cara cruel, que chuta as pessoas quando elas já estão no chão, então achei bem legal.

Mas quando você diz que o Haiti fez um pacto comigo, aí a coisa muda de figura : fica totalmente humilhante pra mim. Eu posso ser a encarnação do Mal e tal, mas não sou nenhum moleque. Do jeito que você colocou a coisa, ficou parecendo que um pacto comigo deixa as pessoas desesperadas e empobrecidas. Tá bom, claro que deixa, mas só no pós-vida. É bom lembrar que quando eu faço um trato com as pessoas, primeiro elas ganham alguma coisa aqui na Terra : glamour, beleza, talento, dinheiro, fama, glória e quem sabe um violino de ouro.

Os haitianos não têm nada, e eu quero dizer nada mesmo. E já não tinham desde antes do terremoto. Você nunca assistiu a “Crossroads” ? Ou “Malditos Yankees” ? Se eu tivesse algum negócio rolando com o Haiti, pode acreditar que eles teriam montes de bancos, arranha-céus, SUVs, boates exclusivas, botox – esse tipo de coisa. Um índice de pobreza de 80% não é meu estilo, não mesmo. Nada contra, só estou dizendo : não é assim que eu trabalho.

Você vem fazendo um excelente trabalho, Pat, e eu não quero cortar suas asinhas, mas peraí, assim você me deixa mal na foto. E não quero dizer “mal” do jeito malandro. Continue culpando Deus que está ótimo. Isso funciona. Mas me deixe fora disso, por favor. Do contrário, posso ser obrigado a rever seu contrato comigo.

Boa sorte

Satã
(Lily Cole, Minneapolis)”

O que me fez lembrar uma cena de um ótimo filme, essa aí embaixo, onde o Al Pacino fala do Deus do Pat Robertson:

 

Em tempo: eu sou um dos que acredita num Todo-Poderoso-01, apesar de não ser adepto de religião nenhuma. Não o mesmo do Pat Robertson, mas um outro, mais legal, justo e menos maldoso. Mas imagina o montão de gente que não acredita e ia começar a acreditar se um raio “acidentalmente” acertasse o tal pastor no meio da fuça, assim meio que sem querer… :-)

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Você sabe que VIP quando…

novembro 3, 2009

… o Bono Voz canta Happy Birthday em sua homenagem durante um show do U2.

PS: Como muitos outros gênios na História da humanidade, o Bill Gates também nasceu no mês de  Outubro. :-)

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And by the way…

outubro 30, 2009

Clique na imagem

Happy Halloween!!

Sookie style… :-)

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Tem maluco para tudo…

outubro 19, 2009

Uma das notícias que ocupou os noticiários aqui nos EUA semana passada foi a estória de um menino de 6 anos, de Fort Collins, Colorado, que tinha fica preso em um balão caseiro feito pelo seu pai. “Cientista Amador”, o pai, Richard Heene, disse que tinha feito o balão, que tinha a forma de um disco voador, como um experimento de um transporte alternativo (sério?). Segundo a estória que a família contou, eles deram falta do menino logo após terem soltado o balão no ar e um dos irmãos disse que viu, Falcon (nome sugestivo, não?), subir na cesta do balão poucos minutos antes.

O pai chamou o FAA (reguladora do espaço aéreo), a TV e só depois ligou para 911. Várias emissoras de TV começaram a caçar o balão e a polícia despachou helicópteros na busca pelo guri voador. Estima-se que o custo total da busca tenha chegado em US$ 2Mi. Quando o balão caiu, há quilômetros de distância dali, não encontraram nem sinal do menino, que foi achado em casa, isso mesmo, em casa, escondido na garagem.

O acontecimento, e a família viraram a notícia do dia e tudo estava indo muito bem, até que, numa entrevista, perguntaram ao menino “Mas por que você não saiu da garagem?”. O menino não escutou e o pai repetiu a pergunta. No que ele respondeu: “Mas papai, você disse que não era para sair, que era para a gente aparecer na TV”. Agora estão achando que foi tudo uma armação do pai do menino, para descolar um “reality show” para ele e possivelmente a família toda…

Fala sério…

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R-71

outubro 13, 2009

Foto do Seattle Times

Vai ser votado, pelo povo aqui do estado, no próximo mês de Novembro, o Referendum 71, sobre a expansão dos direitos e obrigações civis para casais do mesmo sexo que vivem juntos (“same sex domestic partners”). No ano passado, uma proposta semelhante, a Propositon 8, foi derrotada no estado da Califórnia, bem como iniciativas similares em outros estados, mas pelo que as pesquisas indicam o estado de Washington vai ser diferente.

Aí hoje de manhã eu estava indo para o trabalho e tocou no rádio uma propaganda contra a R-71. Na propaganda, a pessoa dizia que os governantes deveriam se preocupar com coisas mais sérias, como a economia, do que garantir que casais gays “tivessem os mesmo direitos que nós pessoas casadas”. Em outras palavras, pela lógica do grupo que é contra a R-71, e que estava pagando pelo espaço publicitário no rádio, os gays não são pessoas iguais aos heterosexuais, já que não merecem os mesmos direitos e nem tem os mesmos deveres. O que é ridículo, para dizer o mínimo.

Em 1995, no estado do Alabama, uma mulher negra de 42 anos chamada Rosa Parks, se recusou a ordem do motorista do ônibus em que ela viajava para levantar do seu acento para dar lugar a uma pessoa branca. Esse gesto, mesmo que pequeno, virou um símbolo na luta pelos direitos civis nos EUA. Naquela época uma parcela considerável da população acreditava que brancos e negros eram diferentes, os primeiros melhores que os segundos, e logo não possuíam os mesmos direitos.

Cinquenta e poucos anos depois, a situação é parecida, ou melhor, é a mesma. Um grupo de pessoas se acha melhor que outro grupo de pessoas porque esse grupo não pensa como eles. A lógica é exatamente a mesma, só que no lugar da cor da pele, entra a preferência sexual. O centro da questão não é sobre o que se gosta ou nào, mas sobre se ter “direitos iguais”. Um casal gay tem o mesmo direito que um casal heteorosexual, pois todos devem ser iguais perante à lei.

Eu não voto aqui, ainda. Mas se votasse, é claro que eu ia votar para aprovar o Referendum 71.

O video abaixo mostra uma entrevista da Ellen DeGeneres, gay assumida e casada com a atriz Portia De Rossi, com o candidato republicano à presidência da república, que era contra o casamento gay. A entrevista é muito boa. Nela, Ellen enumera as razões pela quale la acredita que gays e heteros devem ter direitos iguais, já que são pessoas. McCain, por outro lado, contra-argumenta sempre com o mesmo “mantra”: “o casamento é uma instituiçào sagrada que só cabe à um homem e uma mulher”. Vale à pena assistir (em inglês).

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Mariners 2009

outubro 5, 2009

mariners_2009

Acabou ontem a temporada 2009 de baseball e, apesar do Mariners não ter ido para os playoffs, foi um ano de vitória:

1. O time se recompõs do fiasco de 2008 e acabou o ano com mais vitórias do que derrotas.
2. Eles voltaram a jogar como uma equipe, graças ao Don Wakamatsu, o técnico do time e um dos melhores da liga.
3. Entre os veteranos e os calouros, o time conta com um bom número de talentos.
4. Ken Griffey Jr voltou ao time.
5. Ichiro bateu 200+ hits pelo 9o. ano seguido
6. Felix Hernandes pode ser escolhido o melhor pitcher da liga, merecidamente.

Agora só em 2010… :-(

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Tira o pé do chão!

setembro 17, 2009

O Black Eyed Peas, o grupo da Fergie, fez 21 mil pessoas (tipo umas 5 escolas de samba juntas) dançarem a mesma coreografia na música “I Gotta a Feeling”. O show foi na Michigan Avenue, em Chicago, em na festa de abertura da nova temporada do programa da Oprah.

No final, a apresentadora disse que tinha sido “a coisa mais legal que ela já viu”. É óbvio que ela nunca viu um desfile da Mangueira ou da Viradouro, mas a Oprah não deixa de ter uma certa razão. Foi muito legal mesmo.

Segue o video:

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Be yourself, no matter what they say

setembro 9, 2009

O melhor jogador do Mariners usa a camisa número 51 e chama-se Ichiro Suzuki, ou simplesmente Ichiro, para a torcida. Essa semana, mais especificamente no domingo, ele atingiu a marca de 2000 hits, ou seja, desde que começou a jogar na liga americana, em 2001, ele já conseguiu bater na bola e chegar em uma base 2000 vezes. E isso não é pouca merda não.

Em toda a história da liga (125 anos), a MLB (Major League Baseball), apenas 259 jogadores conseguiram esse feito, e Ichiro foi entre todos o segundo mais rápido, só precisou de 1402 jogos.

No início da sua carreira aqui, Ichiro foi criticado pelo seu estilo, incluindo parceiros de time, e duvidaram que ele ia durar muito, pois ele fugia (e ainda foge) ao padrão normal de um jogador de baseball. Num esporte onde os “craques” são mais e mais medidos pela potência (e onde alguns atletas já foram pegos usando anabolizantes), ou seja, home runs, Ichiro vai acumulando resultado com batidas no infield (entre as bases), mas eficientes do mesmo jeito.

Nove anos depois, Ichiro é o mesmo jogador, com o mesmo estilo e a mesma disciplina. E o que é mais importante: a mesma performance. Há nove anos seguidos ele bate 200+ hits por temporada (162 jogos). Há nove anos seguidos ele é eleito para o All-Star team (o time dos melhores jogadores da liga). Há nove anos seguidos ele lidera a American League em hits e em batting average (recentemente ele foi ultrapassado nesse item pelo Joe Mauer, o catcher do Twins).

O que mostra pra gente que ser igual a todo mundo nem sempre funciona, nem sempre é o que deve ser feito. Ou como diria o Sting naquela música, “… be yourself, no matter what they say…”.

I-chi-ro! I-chi-ro!

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Obama “para Baixinhos”

setembro 8, 2009

O presidente dos EUA, Barack Obama, fez um discurso hoje numa High School no estado da Vriginia, que foi transmitido para todos os alunos do país. O tom do discurso foi motivacional, encorajando a garotada em continuar na escola e dar o melhor de si para a própria educação. Como todo líder de fato, Obama inspira mais do que ordena.

E uma parte do discurso ele usou para lembrar que uma parte da responsabilidade do sucesso sucesso da(s) próxima(s) gerações está com elas mesmas, as próprias crianças. Afinal de contas não adianta só boas escolas e a dedicação dos pais. O sucesso de cada um depende também de cada um. E o Obama chamou a garotada na chincha (ou seria xinxa?), dizendo que é deles a responsabilidade de definir o que querem ser, aonde querem chegar, e lutar até o final para conseguir isso. Nas palavras do próprio: “As circustâncias da sua vida – de onde voce vem, como você é fisicamente, o quão rico você é, os problemas que você tem em casa – nada disso é desculpa para uma atitude ruim. Não existe desculpas para quem não tenta.”

A educação pública nos EUA precisa de atenção. Oito anos de governo Bush fizeram um estrago que vai demorar um pouco para recuperar. E o Obama sabe disso. E discursos como esse não resolvem o problema. Mas definem o tom. O tom de como uma geração inteira deve pensar e ver a vida.

No outro dia o Vini veio me perguntar se ele precisa fazer faculdade, já que ele quer ser jogador profissional de baseball :-) . Eu disse para ele que os melhores jogadores de baseball profissionais vem dos times da universidades e, se ele queria mesmo jogar baseball, era melhor conseguir entrar numa boa universidade. Assunto encerrado.

E esse é, na minha opinião, o legado mais importante que a gente deixa para os filhos: a educação deles. Se 50% depende deles, os outros 50% dependem de nós, garantindo que eles tenham a melhor educação que a gente pode dar. E seja qual for a argumentação que a gente use, o importante é mostrar para a garotada que sem um canudo na mão não se vai longe. Sem uma boa educação não se chega onde se quer.

Eu sou fã do Obama, já tinho dito aqui. Gostei muito do discurso, que pode ser lido aqui. E se a garotada lá em casa não viu na escola, vou colocá-los para assistir à noite.

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Jon Doe

agosto 20, 2009

Foto: Seattle Times

Parece estória de um episódio de Grey’s Anatomy, mas não é. Está no Seattle Times de hoje a estória de um homem, na casa dos 50 anos, que acordou um certo dia em um dos parques da cidade e não se lembra quem é, de onde veio ou como foi parar ali.

Ele estava bem vestido, sem documento algum, mas desorientado e pedindo ajuda. Foi socorrido por um motorista de ônibus e encaminhado ao Swedish Medical Center, um dos hospitais da cidade. Ele tem memórias esparsas de seu passado, acha que passou muitos anos morando fora dos EUA e fala fluentemente inglês, francês e alemão. Fora isso ele não se lembra de nada e, quando perguntado, diz que não sabe se realemente quer lembrar.

Os médicos, que não sabem ainda o que ele tem, acham que ele não está fingindo. Segundo especialistas, amnésia total é extremamente rara e até agora sua causa é inexplicável pela ciência.

Mas algumas horas depois de publicada a matéria, um dos leitores do jornal reconheceu o desconhecido, que como todo desconhecido é batizado de “Jon Doe”, como sendo um professor de inglês que ele conheceu na China. O jornal está confirmando a estória.

Quem acompanha Grey’s Anatomy na TV viu um caso desse acontecer há umas 3 temporadas atrás, quando uma moça grávida é vítima de um acidende de barco e chega ao hospital (o fictício Seattle Grace Hospital) sem se lembrar quem é. A vida imitando a arte…

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Marta Maniacs

julho 8, 2009

No USA Today de hoje tem uma reportagem sobre a Marta, a craque da seleção brasileira de futebol feminino que joga aqui nos EUA, mas especificamente no Los Angeles Sol. E a Marta está fazendo o que o Pelé não conseguiu há quase 40 anos, ou o que o Beckham não conseguiu há 2. Fazer com que os americanos apreciem futebol (soccer).

Segundo a reportagem, a Marta tem uma legião de fãs, os Marta Maniacs, que torcem para ela independente do time. São jovens e crianças que vão para o estádio com a camisa dela, não a do Sol, mas a da Seleção Brasileira, e gritam “Maaaartaaaa”. Até o Kobe Bryant, cracão da NBA, já se declarou fã dela.

A matéria completa está aqui.

Não tem Kaká nem Robinho. Viva a Marta!

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Apertando o cinto

abril 21, 2009

Hoje de manhã eu escutei no rádio, no caminho para o trabalho, uma propaganda do Departamento de Transportes aqui da região sugerido a população que usasse mais o transporte público. Até bem recentemente, o objetivo dessas propagandas era a redução dos engarrafamentos, imensos nas freeways aqui na região, e vendiam a idéia de menos estresse, além de ecologicamente bom. A propaganda de hoje fala de dinheiro, e sugere quem usa ônibus gasta menos, podendo usar esse dinheiro para outras coisas. O foco mudou.

O americano classe média está vivendo uma experiência nova: a necessidade de economizar, de cortar gastos. A não ser por quem tem mais de 80 anos, já que a última crise financeira braba foi a de 29, ele não conhece “a crise” e, só agora, está experimentando viver como outros povos, incluindo nós brasileiros, estamos cansados de viver há decadas.

Mesmo quem, pelo menos ainda, não perdeu seu emprego ou teve alguma redução de renda, está consciente de quem tem que gastar menos, economizar mais, não emburacar no cartão de crédito, etc. E isso é coisa nova para eles. E uma sociedade baseada fortemente no consumo, onde a felicidade e o sucesso são medidos pelas coisas que se adquiriu, essa mudança de paradigma não é nada fácil.

Como tudo tem um lado positivo, ao final dessa crise, que eu espero que venha logo, acho que os americanos, sejam pessoas físicas ou jurídicas, vão sair dela com mais responsabilidade fiscal.

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Fresco(base)ball

abril 8, 2009

Adrian Beltre, Ronny Cedeno, Jose Lopez, Yuniesky Betancourt and Endy Chavez aquecendo ontem, antes do jogo do Mariners contra o Minnesota Twins, na casa do adversário.

A temporada de baseball começou essa semana. Como ano passado eles foram um dos piores times do campeonato e esse ano 2/3 do time é novo, incuildo o técnico, a expectativa não é alta. Mas baseada nos dois jogos até agora, uma vitória e uma derrota (essa de bobeira, no último inning do jogo), o time está jogando melhor do que se esperava (não sou eu quem digo, mas os comentaristas).

E olha que o Ichiro nem está jogando ainda…

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Sinais

abril 8, 2009

Dez sinais de quem já está mais “seattlense” (ou americano, para algumas delas) do que imagina:

1. Já mede frio e calor pela temperatura em Farenheit
E sem fazer a conversão para Celsius na cabeça. E isso se aplica também à outras unidades de medida (como milhas, para distância e libras, para peso). O curioso disso é que as crianças aprendem essas unidades de medida na escola chamando-as de standard (padrão, sendo a outra chamada de “métrica”). Ou seja, o resto do mundo todo é que não está no padrão. :-)

2. Acha que com 60oF já dá para sair sem casaco.
A sensação de frio muda depois de alguns invernos. 60oF, 15oC, é muito mais agradável do que parecia quando a gente morava no Rio e (quase) nunca fazia menos que 20oC.

3. Come sanduíche e pizza com a mão, mesmo que tenha a opção de usar talheres.
Essa a gente aprende com as crianças e os colegas de trabalho. Se é sanduíche, mesmo daqueles que vêm aberto no prato, é para comer com a mão. É para isso que serve o guardanapo.

4. Não estranha mais quando te convidam para jantar às 5 da tarde.
Está certo que você não vai encher a pança, e de repente vai ter que atacar a geladeira por volta das 10 da noite, mas…

5. Gosta (e acompanha) as temporadas de baseball e futebol americano, mas não sabe (há tempos) quem é o campeão brasileiro ou o carioca. .
Eu virei fã e assisto a todos os jogos (que consigo – as televises lá em casa tem dono…) do Mariners (Abril a Outubro) e do Seahawks (Setembro a Fevereiro).

6. Fez sol, vai para a rua. Não importa a temperatura lá fora.
O Sol é nosso amigo, e vitamina D faz bem. Como ele não aparece todo dia, quando dá a gente não pode deixar de aproveitar. Mas está zero graus lá fora! Casaco e óculos escuros então…

7. Faz panqueca no café da manhã (e seus filhos adoram o IHOP).
E ainda sou mais adepto do café (mas fraco, e em grande quantidade), pão e manteiga. Mas a galera lá em casa não passa um final de senama sem panqueca, ovos e bacon no café da manhã.

8. Entre seus vizinhos tem gente de pelo menos 3 países diferentes, sem contar os americanos natos, é claro.
Somos todos cidadãos do mundo. :-) No nosso caso, além dos americanos, temos vizinhos indianos, chineses, turcos e cubanos. E já falei dos indianos, né?

9. Já sabe, na maioria da vezes, dizer para onde fica o norte, sul, leste, oeste, de onde você está.
Nisso eu já estou fincando craque e quando alguém me diz que o nosso jogo vai ser no lado leste do parque, eu já sei exatamente onde procurar.

10. Frequenta a Home Depot e é adepto do “Do it Yourself”
Os pequenos trabalhos em casa, seja pintura, o piso novo do banheiro, trocar a descarga, etc, é com a gente mesmo. É mais fácil do que se pensa, e mais difícil do que eu gostaria… :-)

Dito isto, e para aplacar a ira dos ufanistas, cinco coisas que não tem aqui nos EUA, mas que ainda não achei, e nem sei se um dia vou achar, substituto:

1. Mariola
2. Chope, não só a bebida, mas a experiência toda: chope, pastelzinho, na frente da praia, etc.
3. Pão francês
4. Carnaval em geral, escola de samba em particular.
5. Queijo Minas

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Post Convidado

abril 3, 2009

A Rachel, lá do RioGringa, de vez em quando coloca um “post convidado” no seu blog, ou seja, escrito por um dos seus leitores, e falando sobre assuntos afins ao tema do seu blog.

E essa semana ela nos privilegiou colocando um texto meu lá: clique aqui. Dá uma passada lá e confere (em Inglês).

Valeu Rachel!

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